Chefe da ONU exige do governo do Mali um 'calendário eleitoral aceitável'

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O secretário-geral da ONU, o português António Guterres (AFP/Paul ELLIS)
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O secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu nesta quinta-feira (13) do governo do Mali "um calendário eleitoral aceitável", às vésperas das manifestações convocadas pela Junta no poder para denunciar as recentes sanções adotadas pela CEDEAO.

"É absolutamente essencial que o governo do Mali apresente um calendário aceitável do ponto de vista das eleições", disse o chefe da ONU durante uma reunião com jornalistas.

Ele disse que espera "entrar em contato rapidamente com o governo do Mali".

Guterres lembrou que "se apresentar um calendário aceitável e se o governo tomar medidas nesse sentido, haverá um levantamento gradual das sanções" - encerramentos de fronteiras, medidas econômicas e financeiras - pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

"Estou trabalhando com a CEDEAO e a União Africana para criar as condições que permitirão ao governo do Mali tomar uma posição razoável e aceitável para acelerar uma transição que já se arrasta há muito tempo", acrescentou.

Isso poderia “permitir uma restauração da normalidade nas relações entre este Estado e a comunidade internacional, em particular a CEDEAO”.

Após um segundo golpe em maio de 2021, a junta militar do Mali não planeja mais eleições para 27 de fevereiro, como havia prometido, e considera uma transição que pode durar até cinco anos. Esta posição tem sido amplamente condenada por muitos países.

A França, que está em pleno processo de reorganização de seu contingente no Mali, dispõe de milhares de soldados neste país africano, que combatem os jihadistas no Sahel.

A enviada da União Europeia para o Sahel, Emanuela Del Re, também se pronunciou nesta quinta-feira a favor das sanções europeias, mas pediu que se evite que o Mali fique "isolado".

"A posição da União Europeia deve ser coerente e mostrar firmeza, ao exigir respostas concretas e aceitáveis das autoridades malienses", disse em coletiva em Washington. "Devemos manter o diálogo aberto e vivo e fazer com que as autoridades de transição respeitem seus compromissos", acrescentou.

A Rússia expressou "compreensão" às autoridades malinesas e a dificuldade de organizar eleições em um país onde proliferam grupos armados.

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