Chefe da polícia pede demissão após incentivar violência contra democratas dos EUA

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Apoiadores de Joe Biden marcham pela Quinta Avenida de Nova York para exigir que todos os votos das eleições dos EUA sejam contados, em 4 de novembro de 2020
Apoiadores de Joe Biden marcham pela Quinta Avenida de Nova York para exigir que todos os votos das eleições dos EUA sejam contados, em 4 de novembro de 2020

Um chefe de polícia do estado do Arkansas (sul) renunciou por incitar a violência contra apoiadores democratas após o anúncio da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. 

Lang Holland, chefe de polícia de uma pequena cidade no Arkansas, expressou sua raiva pela vitória de Biden na Parler, uma rede social de direita. 

"Nunca os deixem esquecer que são traidores e não têm o direito de viver nesta República depois do que fizeram", escreveu em uma de suas publicações que não estavam mais visíveis nesta segunda-feira (9).

"Morte a todos os democratas marxistas", dizia outra postagem. "Não os façam prisioneiros, não deixem sobreviventes!", ele exclamou. 

Uma imagem mostrava democratas, incluindo a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e o ex-presidente Barack Obama, vestidos como presidiários com a legenda: "Rezo para que todos nesta imagem sejam levados à forca, arrastados e esquartejados! Qualquer coisa menos, é inaceitável", frisou. 

Holland renunciou no fim de semana em meio à indignação gerada por suas mensagens. 

"A comunidade Marshall de forma alguma apoia ou tolera o assédio ou ameaças violentas contra ninguém", disse Kevin Elliott, prefeito da cidade localizada a cerca de 180 km de Arkansas, a capital do estado.

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