Chefe da diplomacia dos EUA condena 'injustiça' contra jornalista cubano

(Arquivo) O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, condenou nesta quarta-feira (21) as "injustiças" contra o jornalista cubano Roberto Quiñones, depois que organizações de direitos humanos denunciaram que o profissional foi sentenciado a um ano de prisão.

"Condenamos as injustiças cometidas contra o jornalista cubano Roberto Quiñones detido por reportar sobre a repressão em Cuba à liberdade religiosa", tuitou.

Pompeo disse que os Estados Unidos continuarão recorrendo a sanções seletivas para "cortar recursos para o governo cubano, que usa sua receita para reprimir seu próprio povo".

Na terça-feira, o relator para liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou a sentença a um ano de prisão ao jornalista acusado dos crimes de "resistência e desobediência".

A CIDH manifestou "sua preocupação com a persistência da criminalização em relação àqueles que exercem o direito à liberdade de expressão na ilha", destacando que "as detenções arbitrárias foram usadas como método para intimidação e perseguição".

De acordo com a CIDH, um ente autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), Quiñones foi detido em abril, enquanto fazia a cobertura de um julgamento contra um casal que havia decidido educar seus filhos em casa.

Segundo a ONG Repórteres sem Fronteiras, Quiñones, de 62 anos, trabalha para o portal Cubanet.

A organização denunciou que o jornalista "foi julgado sem as garantias mínimas do devido processo por um tribunal não independente".