Chefe de direitos humanos da ONU diz não poder descartar que rohingyas estejam sofrendo genocídio

Alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al-Hussein, durante entrevista coletiva em Genebra 01/05/2017 REUTERS/Pierre Albouy

GENEBRA (Reuters) - A principal autoridade de direitos humanos da ONU disse nesta terça-feira que rohingyas continuam fugindo do Estado de Rakhine, em Mianmar, onde disse não ser possível descartar a possibilidade de que forças do Estado estejam cometendo o crime de genocídio contra a minoria muçulmana.

Zeid Ra'ad al-Hussein, alto comissário da Organização das Nações Unidas para a área, disse em sessão especial do Conselho de Direitos Humanos que nenhum dos 626 mil rohingyas que fugiram da violência desde agosto devem ser repatriados a Mianmar, a não ser que haja um forte monitoramento no local.

Julgamentos pelos estupros e violência cometidos contra rohingyas "parecem ser extremamente raros", disse Zeid. "Alguém pode, alguém pode, descartar que elementos de um genocídio possam estar presentes?", questionou ao fórum composto por 47 membros em Genebra.

(Reportagem de Stephanie Nebehay)