Chefe do EI no Iêmen foi capturado por forças especiais

Membros das forças especiais iemenitas montam guarda em uma rua do bairro de Tawahi, na cidade portuária de Áden, em 20 de julho de 2015

O chefe do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no Iêmen foi capturado durante uma operação no início de junho por forças especiais sauditas e iemenitas - anunciou nesta terça-feira (25) a coalizão militar que luta contra os insurgentes huthis.

Conhecido como Abu Osama al-Muhajir, ele foi detido em território iemenita junto com o diretor financeiro e outros membros do grupo, informou o porta-voz da coalizão em um comunicado divulgado pela agência saudita SPA.

As forças especiais sauditas em colaboração com as iemenitas "realizaram uma bem sucedida operação que resultou na captura do líder da filial no Iêmen do Daesh (acrônimo em árabe do EI), Abu Osama al Muhajir", disse o porta-voz, general saudita Turki al Maliki.

Segundo Maliki, a operação foi realizada em 3 de junho e durou apenas dez minutos.

"Uma casa mantida sob estreita vigilância demonstrou abrigar o líder do grupo terrorista e outros responsáveis, juntamente com três mulheres e três crianças".

Maliki não informou o lugar exato onde a operação foi realizada.

A identidade do "emir do Daesh" no Iêmen era pouco conhecida até agora.

O EI se estabeleceu no Iêmen, aproveitando-se do conflito que começou em 2014 entre o governo e os rebeldes huthis, e se assumiu como concorrente da Al-Qaeda. Esta rede tinha uma presença mais antiga no país.

O grupo reivindicou vários ataques no país, incluindo um atentado na capital Sanaa, no início de julho de 2015 (28 óbitos), e outro contra um quartel em Áden, em dezembro de 2016, com 35 soldados mortos.

Este pobre país da Península Arábica, de onde era natural o ex-líder da Al-Qaeda Osama bin Laden, já foi reduto deste grupo jihadista.

De acordo com o porta-voz da coalizão, o coronel saudita Turki al-Maliki, a operação dos comandos sauditas e iemenitas foi realizada em 3 de junho e durou apenas dez minutos.

Ele não especificou o local exato dessa operação, mas acrescentou que foi conduzida contra uma casa onde, além dos membros do grupo, havia três mulheres e três crianças.

De acordo com o coronel, tudo foi feito para reduzir os efeitos colaterais da operação.

As três mulheres e três crianças, bem como civis vizinhos da casa alvo do ataque, não foram afetados - garantiu Turki al-Maliki.