Chefe de polícia interino de Uvalde é afastado após relatório apontar falhas na atuação ao ataque em escola do Texas

O chefe de polícia interino da cidade de Uvalde foi colocado em licença administrativa após a divulgação de um relatório que investigou a atuação da polícia e das autoridades locais no ataque a tiros em 24 de maio, que deixou 21 mortos, 19 crianças e dois professores, na Robb Elementary School, no Texas.

Relatório: Resposta policial a ataque em escola do Texas foi 'caótica' e 'apática'

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Segundo o prefeito de Uvalde, Don McLaughlin, o tenente Mariano Pargas era o chefe de polícia interino da cidade de Uvalde no dia do tiroteio. “A cidade tem a responsabilidade de avaliar a resposta ao incidente pelo departamento de polícia de Uvalde, que inclui o papel do tenente Pargas como chefe interino”, disse o prefeito em comunicado.

Além da licença administrativa, o prefeito disse ainda que a cidade fará sua própria investigação interna sobre as ações políticas e procedimentos do departamento de polícia de Uvalde.

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O policial responsável pela supervisão dos distritos escolares, Pete Arredondo, também foi afastado e foi amplamente responsabilizado pela demora em confrontar o atirador.

'Caótica' e 'apática', diz relatório sobre atuação da polícia

Uma situação “caótica”, falta de comando e policiais “apáticos” foram algumas das conclusões de uma comissão parlamentar do Texas, divulgadas em relatório neste domingo. De acordo com o documento, os agentes das forças que participaram da operação “não respeitaram sua formação” e “não puseram a vida das vítimas inocentes acima de sua própria segurança”. Desde a chegada dos primeiros agentes até a morte do atirador, passaram-se 73 minutos, uma demora considerada “inaceitável” devido a “uma falta de comando que poderia ter contribuído para a perda de vidas”, assegura o informe.

Apesar de ser “provável que a maioria das vítimas tenha falecido imediatamente após os primeiros disparos”, alguns morreram durante sua transferência para o hospital, e é “possível” que estas vítimas pudessem ter sobrevivido se tivessem sido socorridas rapidamente, acrescenta o documento.

Steven McCraw, secretário de Segurança Pública do Texas, já tinha qualificado de um “fracasso absoluto” a resposta das autoridades ao massacre, concentrando suas críticas no chefe da polícia do distrito escolar de Uvalde, Pete Arredondo, que depois acabou suspenso.

“Não assumiu sua responsabilidade de comandante” e cometeu erros de análise porque não dispunha de toda a informação, avaliaram os parlamentares no relatório, apontando que “a atitude de todos os agentes foi apática” e que havia um “cenário, caótico, sem que ninguém fosse claramente encarregado”.

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