Chega a 15 o número de mortes de pacientes transferidos do Hospital de Bonsucesso após incêndio

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Foto: Alexandre Cassiano - 28.10.2020 / O Globo
Foto: Alexandre Cassiano - 28.10.2020 / O Globo

Aumentou para 15 o número de mortes de pacientes transferidos do Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, após o incêndio no dia 27 de outubro. A Secretaria estadual de Saúde confirmou que mais três pacientes faleceram nos últimos dias. As três mulheres eram idosas e estavam no Hospital Getúlio Vargas: Judith Lima da Silva, de 91 anos, e Marília de Oliveira, 75 anos, morreram na última sexta-feira, dia 6, e Marcia Lopes da Costa, de 81 anos, morreu no sábado, dia 7.

No entanto, o Ministério da Saúde só reconhece três como provocados pelo incêndio. São os pacientes que morreram no dia, durante a transferência interna. Segundo a assessoria do HFB, não tem como comprovar a relação das mortes dessas pessoas com o incidente, já que todas já estavam em estado muito grave quando foram transferidas para unidades das redes municipal e estadual do Rio.

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Dos 18 pacientes transferidos para os Hospitais Estaduais Getúlio Vargas, Carlos Chagas e Anchieta (HEAN) e para o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, quatro morreram, nove receberam alta hospitalar e cinco seguem internados. Dois pacientes seguem no Hospital Estadual Carlos Chagas: uma idosa de 70 anos está em estado grave, e um homem tem o quadro estável. No Hospital Estadual Anchieta, dois pacientes seguem internados e estão estáveis, assim como um homem que está no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro.

Na manhã desta terça-feira, dia 10, a Polícia Federal começou a ouvir as testemunhas da tragédia. As primeiras pessoas que prestam depoimentos são as que estavam envolvidas diretamente no pronto-atendimento. As testemunhas serão chamadas por ordem de hierarquia, assim, o diretor da unidade federal, Dr. Edson Joaquim Santana, deve ser um dos primeiros intimados a depor. Ele já havia prestado um depoimento à PF de maneira informal. Funcionários como seguranças, médicos e enfermeiros também estão sendo chamados para depor.