Chega a mil o número de vítimas de bala perdida no Rio desde 2016

Seis anos depois do início do mapeamento da violência armada no Rio de Janeiro, o Instituto Fogo Cruzado anunciou, esta semana, a marca trágica de 1.000 vítimas de bala perdida até o fim de 2022 na Região Metropolitana do estado. A contagem começou a ser feita em julho de 2016.

Prateleiras esvaziadas: Grupo de idosos dá prejuízo de R$ 70 mil à farmácia furtada na Zona Norte do Rio; veja vídeo

Orochi: Seguranças do rapper, presos por porte ilegal de arma, são alvos de investigação da PM

De acordo com o banco de dados do instituto, das mil vítimas, 119 eram idosos (77 morreram); 92 eram adolescentes (27 morreram); 87 eram crianças (21 morreram); dez eram gestantes (duas morreram) e três fetos foram baleados na barriga da mãe — somente um sobreviveu.

Na virada do ano, o menino Juan Davi de Souza Faria, de 11 anos, foi atingido por um tiro na cabeça quando subiu em uma cadeira, na varanda da sua casa, em Mesquita, na Baixada Fluminense, para contemplar o espetáculo provocado pela queima de fogos nos primeiros minutos do dia 1° de janeiro.

Juan Davi foi levado ainda com vida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Edson Passos, em Mesquita, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Na mesma hora, uma adolescente de 13 anos foi baleada nas costas na varanda do apartamento da avó no Humaitá, Zona Sul do Rio

Também na festa de Ano Novo, um pudim foi atingido por uma bala perdida em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. O caso aconteceu durante a ceia de um grupo de amigos — que é de São Gonçalo e tinha alugado um sítio na região para as comemorações. Thais Sampaio, de 27 anos, que estava com marido e filho no local, classifica o ocorrido como um livramento. Após o susto, todos comeram o que restou do doce. Ninguém se feriu.

Segundo o Instituto Fogo Cruzado, é urgente a necessidade de um projeto de segurança pública que priorize cuidar das pessoas e possa evitar que o futuro esteja perdido pelas balas perdidas.