Cheque especial: Bolsonaro cita taxas abusivas e diz que medida para limitar juros é 'bem-vinda'

BRASÍLIA - Um dia depois de o Banco Central anunciar que vai limitar os juros do cheque especial a 8% ao mês, o presidente Jair Bolsonaro mencionou críticas antigas de que "as taxas são abusivas" e comentou que "qualquer medida que ajude a população é bem-vinda". Ao ser perguntado se foi consultado por Guedes sobre a medida, o presidente comentou que o ministro estava viajando e retornou a Brasília na quarta-feira, acrescentando que conversará com ele apenas na próxima segunda-feira.

Em seguida, respondeu se gostou da resolução:

- Qualquer medida que ajude a população é bem-vinda. Nesse cheque especial, é uma crítica há muito tempo de que as taxas são abusivas. Quem começou com isso tudo foi a Caixa Econômica. Tanto é que eu vou abrir uma conta na Caixa - disse Bolsonaro, sorrindo.

Falando com os jornalistas à distância, enquanto cumprimentava apoiadores, o presidente ironizou dizendo que a manchete dos jornais do dia seguinte seria que ele "não foi consultado sobre tal decisão".

- Eu falei que não entendo nada de economia. Tá dando certo porque eu não me meto, tá ok? - disse o presidente.Por meio de resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) na noite desta quarta, o Banco Central determinou o limite de juros sobre o cheque especial, que começa a valer em 6 de janeiro do ano que vem, e autorizou que os bancos cobrem uma taxa de 0,25% sobre o valor disponibilizado na conta que exceder R$ 500.

A cobrança para contratos em vigor só valerá a partir de 1° de junho de 2020. Para novos contratos, a tarifa se inicia também em 6 de janeiro. Responsável pela decisão, o CMN é composto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e pelo secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues.

A cobrança para contratos em vigor só valerá a partir de 1° de junho de 2020. Para novos contratos, a tarifa se inicia também em 6 de janeiro.