Chernobyl depois da ocupação

A guerra na Ucrânia levantou preocupações sobre a segurança das centrais nucleares do país, que se tornaram pontos estratégicos para a ofensiva de Moscovo. A Ucrânia tem 15 reatores nucleares em quatro centrais elétricas em funcionamento, além de depósitos de resíduos.

Logo nos primeiros dias da invasão, a Rússia controlou a central de Chernobyl. Nenhum dano foi identificado na estrutura principal, mas o mesmo não aconteceu no laboratório que mede a radioatividade e realiza análises químicas. As tropas russas provocaram danos nos computadores e nos equipamentos de medição. Os níveis de radiação podem ser medidos novamente, mas o processo será lento. Para além da questão do material, há agora falta de trabalhadores. Apenas dez por cento do total dos 300 funcionários podem regressar.

No final de abril, durante uma visita ao local, o chefe da Agência Internacional de Energia Atómica disse que a ocupação da central pelo exército russo foi "muito, muito perigosa". Rafael Grossi estava acompanhado de uma equipa de especialistas "para entregar equipamentos vitais" e fazer vários testes.

Um reator de Chernobyl explodiu em 1986 contaminando grande parte da Europa, mas especialmente a Ucrânia, a Rússia e a Bielorrússia. Denominada zona de exclusão, o território num raio de 30 quilómetros em redor da central ainda está fortemente contaminado e é proibido viver lá permanentemente. Existe uma recomendação para ninguém ficar ali mais de dez minutos. Os soldados russos escavaram trincheiras e ficaram mais de um mês.

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