Chile aplicará terceira dose em imunizados com CoronaVac

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SANTIAGO - O Chile iniciará um plano de vacinação de reforço para as pessoas que foram imunizadas com a CoronaVac. A decisão foi tomada por conta da evolução de sua eficácia e à ameaça de propagação da variante Delta contagiosa, disse o presidente Sebastián Piñera nesta quinta-feira.

Assim como no Brasil, o Chile tem usado a vacina da empresa chinesa Sinovac massivamente em seu programa de imunização, que tem sido rápido e em grande escala. Até agora, 12,2 de seus 19 milhões de habitantes já foram imunizados com pelo menos uma dose.

“Decidimos iniciar um reforço da vacinação daquelas pessoas que já receberam duas doses da vacina Sinovac”, disse Piñera em relatório sobre a situação da saúde.

A subsecretária de Saúde, Paula Daza, explicou que o processo vai começar com pessoas com mais de 55 anos que receberam a CoronaVac antes de 31 de março. Para o reforço, será aplicada a vacina da AstraZeneca.

Nesta semana, um estudo realizado pelo Ministério da Saúde do Chile revelou que a CoronaVac tem 58,5% de eficácia na prevenção do desenvolvimento de sintomas, abaixo de uma medição anterior e de outras vacinas que são aplicadas no país.

Por outro lado, menores de 55 anos receberão o imunizante da Pfizer em dose de reforço.

Em relação aos vacinados inicialmente com o esquema de duas doses da Pfizer e AstraZeneca, Daza disse que continuarão a analisar para determinar quando podem precisar do reforço.

Decisões similares

Alemanha, França e Israel darão vacinas de reforço contra a Covid-19, desconsiderando um apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para não o fazerem até mais pessoas de todo o mundo estarem vacinadas. Nesses país, a campanha de imunização tem sido feita com doses das fabricantes Janssenn, Moderna, Oxford/AstraZeneca e Pfizer/BioNTech.

A decisão de seguir adiante com as doses de reforço, apesar do comunicado mais forte já emitido pela OMS, ressalta o desafio de se lidar com uma pandemia global enquanto países tentam proteger seus próprios cidadãos da variante delta, que é mais infecciosa.

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a França está trabalhando para distribuir as terceiras doses de vacinas contra Covid-19 aos idosos e vulneráveis a partir de setembro.

A Alemanha pretende administrar doses de reforço a pacientes imunocomprometidos, aos muito idosos e aos moradores de casas de repouso a partir de setembro, informou seu Ministério da Saúde.

O primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, pediu que os cidadãos mais velhos recebam uma terceira dose depois que o governo, no mês passado, deu início a uma campanha para dar doses de reforço.

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