Chile mantém fronteiras fechadas, mas alivia lockdown em Santiago

Fabian Cambero e Aislinn Laing
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Unidade de saúde em Santiago

Por Fabian Cambero e Aislinn Laing

SANTIAGO (Reuters) - Autoridades chilenas anunciaram nesta segunda-feira que irão prorrogar o fechamento das fronteiras do país por mais 30 dias enquanto os hospitais continuam quase cheios e o número de casos de Covid-19 ainda está alto apesar de uma melhora gradual registrada nas últimas semanas.

O ministro da Saúde, Enrique Paris, disse que as médias semanal e de 14 dias mostram uma queda de 7% no número de casos confirmados, e que as taxas de positividade dos testes de Covid-19 também caíram. Na segunda-feira, 6.078 novas infecções foram registradas, em comparação com a alta recorde de 9.171 casos no dia 9 de abril.

"A situação sanitária está mostrando alguns sinais de melhora. Estamos vendo mudanças, mas isso não significa que precisamos parar de lutar", disse Paris. O Chile está conduzindo uma das mais rápidas campanhas de vacinação no mundo -- metade de sua população prioritária já foi imunizada com uma dose e 38,8% já receberam duas.

Isso fez com que as internações hospitalares caíssem nos grupos etários mais velhos e que já foram vacinados. Mas entre a população mais jovem e ativa os números de hospitalizações estão maiores, de acordo com as autoridades de saúde do país.

Autoridades também anunciaram a atenuação gradual do regime de lockdown na capital Santiago, após um mês de confinamento rígido. Sete bairros, a maioria deles na região mais abastada, no leste da cidade, poderão sair do lockdown durante os dias de semana e as escolas serão reabertas se cumprirem medidas sanitárias rígidas.

Os testes e rastreamentos serão intensificados, com unidades móveis de testes instaladas em shoppings, estações de metrô e restaurantes, e melhor rastreamento após surtos em locais de trabalho, além de mais inspetores locais para checar pessoas em quarentenas e fiscalizar eventuais reuniões clandestinas.