Chile passa a aplicar Pfizer em pessoas que receberam primeira dose de AstraZeneca

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A nurse inoculates a woman with a dose of the Chinese CanSino vaccine against COVID-19 in Santiago on June 3, 2021. (Photo by JAVIER TORRES / AFP) (Photo by JAVIER TORRES/AFP via Getty Images)
Foto: JAVIER TORRES/AFP via Getty Images
  • Grupo contemplado é de homens com menos de 45 anos

  • Decisão foi tomada após caso de trombose

  • Países europeus adotam a mesma medida

Ontem, segunda-feira (21), o Chile passou a vacinar homens com menos de 45 anos que tomaram a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca com a segunda dose, mas utilizando o imunizante da Pfizer/BioNTech. A vacinação com AstraZeneca neste grupo específico estava paralisada desde o começo de junho por conta de um caso de trombose trombocitopenia em um homem de 31 anos.

Estudos conduzidos no Reino Unido e na Espanha confirmam que a combinação de uma segunda dose com imunizantes de RNA, como a Pfizer, com a primeira dose da Oxford/AstraZeneca é eficaz. É o que informou Juan Pablo Torres, infectologista e pediatra da Faculdade de Medicina da Universidade do Chile.

“Esta mudança realizada no esquema de vacinação é para que os homens com menos de 45 anos tenham mais segurança. É claro que será necessário continuar monitorando este grupo. Ainda há muito caminho a percorrer”, afirmou Torres.

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Além de eficaz, a aplicação de uma dose de AstraZeneca e a segunda de Pfizer não causa reações graves e estão dentro do esperado. A pessoa poderá sentir dor no local da aplicação, febre e dores no corpo.

A revista Science publicou um artigo no dia 9 de junho que também demonstra que a combinação das duas vacinas produz fortes respostas imunes. A análise foi feita com base em amostra de sangues coletadas. Ainda de acordo com a revista, o nível de proteção fornecido pela combinação é igual ao de uma pessoa que tomou duas doses de Pfizer/BioNTech.

Países europeus já adotam a estratégia de misturar duas vacinas. França, Alemanha, Espanha, Suécia, Dinamarca e Noruega estão aplicando combinações de imunizantes. Autoridades sanitárias francesas e alemãs, inclusive, recomendam que pessoas com menos de 55 e 60 anos, que receberam a primeira dose de Oxford/AstraZeneca, troquem de imunizante para a segunda dose, com preferência para as vacinas da Pfizer e Moderna. Na França, a Oxford/AstraZeneca teve sua aplicação suspensa no dia 19 de março, após casos de trombose, como ocorreu no Chile.

“A pandemia é muito dinâmica e o processo de vacinação, também. No Chile, ele tem sido muito acelerado, mas não precipitado. Está cumprindo todas as etapas e essas diferentes questões que vão aparecendo estão dentro do que pode acontecer. Quando se monitora bem se os protocolos estão sendo cumpridos, mudanças são esperadas. E é certo que seja assim, pois no futuro serão tomadas melhores decisões”, explica Torres.

O país lançou um calendário para organizar essa vacinação específica e deve terminar de imunizar o grupo, com a segunda dose de Pfizer, até a metade do mês de julho.

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