Chile quer vaga na Copa: "Falsificação não é novidade no Equador"

Byron Castillo esteve em campo diante do Chile em jogo válido pelas Eliminatórias. Foto: Alberto Valdes - Pool/Getty Images
Byron Castillo esteve em campo diante do Chile em jogo válido pelas Eliminatórias. Foto: Alberto Valdes - Pool/Getty Images

A Federação Chilena de Futebol (ANFP), por meio de seu advogado Eduardo Carlezzo, voltou a atacar o Equador e garantiu que há "provas suficientes" de falsidade sobre a origem do jogador Byron Castillo.

“A Copa do Mundo está manchada”, assegurou Carlezzo se o Equador pode estar presente no Catar 2022 e, três dias após a Fifa resolver a ação movida pela ANFP, o advogado brasileiro afirmou que “seria escandaloso” se fossem desconsideradas as denúncias que mostram que Castillo jogou com documentação alterada na seleção equatoriana porque, de acordo com suas descobertas, ele realmente nasceu na Colômbia.

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"O ônus da prova é demais", enfatizou Carlezzo: "Todos os clubes, todo o futebol equatoriano, sabem o que aconteceu com Byron Castillo. Então, me pareceu importante que as pessoas soubessem de todos os antecedentes".

Carlezzo reconheceu que a proximidade da Copa (que começará no final de novembro) e o fato de os grupos já estarem sorteados vão contra a demanda do Chile, que "busca os pontos e a cota para o Mundial."

"Com todo o histórico que temos, devemos ficar de braços cruzados? Se eu fizesse isso, entregaria minha carteira de advogado e me dedicaria a outra coisa. É algo contundente e esperamos que a Fifa analise tecnicamente", argumentou.

O advogado afirmou ainda que vai também contra as aspirações da ANFP que “aparentemente não haverá uma investigação específica do jogador e isso preocupa-me muito. Byron Castillo teve que falar e os órgãos esportivos tiveram que ouvi-lo. Isso não vai acontecer".

"Entregamos todos os testes e o jogador é colombiano, mas a Copa do Mundo está próxima e o que pedimos nunca aconteceu. Posso dizer com total certeza que se tivéssemos mais tempo, sem nenhum grupo sorteado, não tenho dúvidas de que teríamos uma decisão favorável ao Chile", explicou e adiantou. "Vamos ao Tribunal de Apelações e depois, se tudo ainda for negativo, ao Tribunal de Arbitragem do Desporto".

Carlezzo admitiu que a suposta responsabilidade pode atingir a Federação Equatoriana de Futebol e não apenas o jogador.

"Desde o início, a Federação Equatoriana sabia do passado de Byron. Por isso o separaram de um Sub-20. Eles tinham toda a história e receberam reclamações, mas nunca fizeram nada. É porque o jogador era bom demais para livrar-se dele?”, perguntou-se.

“A falsificação de documentos de jogadores não é algo novo no Equador”, afirmou o advogado que encerrou: “Havia um esquema consolidado de falsificação de dados no Equador, de jogadores locais e estrangeiros assinarem um termo de colaboração com a Conservatória do Registo Civil Nacional."

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