Chile registra mais de 23 mil entradas ilegais de imigrantes este ano

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(Fevereiro) Imigrantes venezuelanos caminham por estrada em direção a Iquique, após cruzarem a fronteira chilena a partir da Bolívia (AFP/Martin BERNETTI)

A entrada de pessoas no Chile por passagens clandestinas, principalmente de venezuelanos, foi de 23.673 nos primeiros sete meses de 2021, quase 7.000 a mais do que em todo o ano passado, anunciou nesta segunda-feira o Serviço Jesuíta a Migrantes (SJM).

Esses números representam "um aumento substancial da entrada de pessoas por passagem não habilitada (IPNH)", e um número "sem precedentes e preocupante" é projetado para o fim do ano, indicou o SJM com dados da Polícia de Investigações do Chile (PDI).

Os imigrantes venezuelanos, a maior comunidade estrangeira no Chile, com 455.000 pessoas registradas, lideram a lista de entradas clandestinas de janeiro a julho, com 17.914, um número superior aos 12.935 casos de 2020. Eles são seguidos por bolivianos (3.043), colombianos (949) e haitianos (800).

Em 2020, o total de entradas clandestinas no país foi de 16.484, segundo o SJM. Desde 2010, 68.435 pessoas entraram no Chile por passagens clandestinas, principalmente venezuelanos e haitianos, “ambos países com grandes crises políticas e sociais”, apontou o SJM.

Muitos imigrantes cruzam a pé a partir da Bolívia, pelo planalto inóspito, enfrentando temperaturas extremas, até chegarem à cidade fronteiriça chilena de Colchane, localizada a 3.650 metros de altitude e que sofreu um colapso no começo do ano devido à chegada de milhares de pessoas sem documentos.

Onze migrantes morreram tentando chegar ao Chile este ano. O SJM informou que os dados “consideram apenas o registro das pessoas que se autodenunciam e as que são fiscalizadas e denunciadas pela polícia, mas não contabilizam o número crescente de pessoas que entram sem passar por nenhum desses mecanismos".

O aumento acontece em um contexto de "medidas administrativas que restringem o acesso regular ao Chile, intensificadas pelo fechamento das fronteiras em decorrência da pandemia e a crise humanitária e política na Venezuela e no Haiti", acrescentou o Serviço.

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