Chile volta a confinar nove municípios de Santiago após alta nos casos de covid

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À esquerda, o ministro chileno da Saúde, Enrique Paris, observa Laura Areyuna, de 79 anos, a primeira idosa a receber a vacina contra a covid-19

O Chile mais uma vez impôs quarentena total a nove municípios de Santiago após registrar nesta segunda-feira (15), pelo quinto dia consecutivo, mais de 5.000 novos casos de coronavírus.

O aumento persistente no número de contágios ocorre quando o país está prestes a cumprir a grande meta de vacinar cinco milhões de pessoas - as de maior risco - com ao menos uma dose da vacina contra a covid-19 antes de 30 de março.

"Estamos muito preocupados com o progresso e comportamento do vírus da covid-19 e observamos aumentos persistentes de casos nos últimos dias", informou o ministro da Saúde, Enrique Paris, durante o relatório diário.

Para esta segunda-feira, foram registrados 5.117 novos infectados, enquanto o número total de casos chegou a 896.231 pessoas desde que o primeiro caso no país foi notificado, em 3 de março do ano passado.

Durante o dia, foram notificados 98 óbitos, de um total de 21.772 confirmados.

A última vez que foram superados 5 mil casos em cinco dias consecutivos ocorreu em meados de junho do ano passado, durante o pico da primeira onda da pandemia no país.

As nove comunas ou municípios de Santiago, em sua maioria da classe trabalhadora, entrarão em quarentena total a partir de quinta-feira. Outras 20 comunas do país também entrarão em quarentena a partir desse dia, dos quais 33% dos 19 milhões de habitantes do Chile deverão permanecer confinados.

Já na semana passada, as autoridades de Saúde decidiram impor a quarentena parcial (apenas nos finais de semana) para toda a região metropolitana, onde vivem 7,1 milhões de pessoas.

O país avança paralelamente em um bem-sucedido processo de vacinação, que mantém o Chile como líder na América Latina. O ministro Paris estima que 5 milhões de pessoas serão vacinadas esta semana.

A vacinação começou no Chile em 24 de março com profissionais de saúde e em 3 de fevereiro de forma massiva.

Até 30 de junho, a expectativa é de chegar a 15 milhões de pessoas.

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