Chile vota nas primárias presidenciais de direita e esquerda

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Seção eleitoral durante as eleições primárias presidenciais em Santiago, em 18 de julho de 2021

O Chile volta às urnas neste domingo(18) para votar nas primárias presidenciais da direita e da esquerda, antes das eleições de novembro, em um ano eleitoral marcado pela covid-19.

Cerca de 14,6 milhões de chilenos têm autonomia para escolher os candidatos que vão concorrer para se tornar o próximo presidente do país, que terá que enfrentar as consequências da covid-19, cujos casos caíram nas últimas semanas.

“O próximo presidente terá novas responsabilidades. Por enquanto, ampliar e não restringir as liberdades, caminhar em direção a uma sociedade mais justa e inclusiva, fortalecer e não enfraquecer o progresso”, disse à imprensa o presidente Sebastián Piñera, após votação.

Pela coalizão de direita do governo Chile Vamos, competem Mario Desbordes do conservador Partido da Renovação Nacional (RN), Ignacio Briones do liberal Evópoli, Sebastián Síchel como independente e Joaquín Lavín pela extrema direita União Democrática Independente (UDI), este último favorito de acordo com as pesquisas.

“É um ano muito decisivo no Chile. É provável que hoje estejamos elegendo o próximo presidente”, disse Lavín.

Enquanto isso, a coalizão de esquerda Apruebo Dignidad concorre com o favorito Daniel Jadue pelo Partido Comunista (PC) com Gabriel Boric, da Frente Ampla, conhecido ex-líder estudantil.

"Esta é uma oportunidade histórica para começar a transformar o Chile", disse Jadue.

As primárias acontecem duas semanas após a inauguração da Assembleia Constituinte - que redigirá uma nova Carta Magna em substituição à herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) -, resposta que a classe política deu aos protestos após a eclosão social de outubro de 2019.

A aliança da Unidade Constituinte, antigo grupo de partidos tradicionais de esquerda que governou por 20 anos consecutivos após a ditadura, não participou das primárias e ainda não definiu candidato à presidência.

O Chile está mergulhado em uma dinâmica eleitoral iniciada em 25 de outubro de 2020 com o plebiscito constitucional.

Em maio, os chilenos voltaram às urnas para eleger prefeitos, vereadores, governadores regionais e os 155 constituintes.

Depois das primárias, votarão nas eleições presidenciais de 21 de novembro.

msa/yow/jc

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