China é a maior ameaça à liberdade religiosa, diz secretário de Estado dos EUA

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O secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo (D) cumprimenta o secretário-geral da organização muçulmana indonésia Nahdlatul Ulama, Yahya Cholil Staquf (e), em Jacarta
O secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo (D) cumprimenta o secretário-geral da organização muçulmana indonésia Nahdlatul Ulama, Yahya Cholil Staquf (e), em Jacarta

A China representa "a ameaça mais grave" à liberdade religiosa, declarou nesta quinta-feira (29) em Jacarta o secretário de Estado americano Mike Pompeo, atacando Pequim novamente durante sua viagem asiática.

Pompeo reitera suas críticas à China desde o início de sua visita na segunda-feira na Índia, que seguiu para o Sri Lanka, Maldivas e Indonésia e que irá para o Vietnã na sexta.

Em Jacarta, Pompeo atacou o tratamento à minoria muçulmana uigur por parte de Pequim.

No dia anterior no Sri Lanka, fortemente endividado com a China, Pompeo denunciou o comportamento "predatório" do Partido Comunista chinês e alertou as Maldivas contra a "atitude ameaçadora e sem fé nem lei" de Pequim.

"A ameaça mais grave para o futuro da liberdade religiosa é a guerra do partido comunista chinês contra pessoas de todas as crenças: muçulmanos, budistas, cristãos e seguidores de Falun Gong", disse hoje Pompeo à influente organização muculmana sunita indonésia Nahdlatul Ulama.

"O partido comunista chinês, ateu, tentou convencer o mundo que a brutalidade que inflige aos muçulmanos uigures em Xinjiang é necessária para o combate ao terrorismo ou para aliviar a pobreza", continuou.

Segundo organizações de direitos humanos, mais de um milhão de uigures foram internados em "acampamentos" na região de Xinjiang (noroeste da China). 

A China afirma que são principalmente "centros de treinamento profissional" para ajudar a população a encontrar um emprego e, desse modo, afastá-la do extremismo religioso.

A China é o principal sócio comercial da Indonésia e, neste país, que conta com a maior população muçulmana do mundo, as críticas sobre o destino dos uigures na China foram sufocadas.

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