China adota medidas de controle contra seis canais da mídia americana

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O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, durante cerimônia de naturalização no Departamento de Estado, em Washington, 22 de outubro de 2020
O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, durante cerimônia de naturalização no Departamento de Estado, em Washington, 22 de outubro de 2020

A China anunciou nesta segunda-feira (26) que adotará medidas de controle sobre outros seis canais americanos presentes em seu território, em resposta a ações semelhantes impulsionadas pelos Estados Unidos contra órgãos de imprensa chineses.

A rede de televisão ABC, o jornal Los Angeles Times e a emissora Minnesota Public Radio deverão fornecer durante essa semana uma lista com o nome de seus funcionários, seus bens imobiliários e suas operações financeiras na China, afirmou o porta-voz da diplomacia chinesa, Zhao Lijian, em um comunicado.

Essa medida também afetará a página da web Bureau of National Affairs (BNA), a revista Newsweek e a agência Feature Story News.

São "represálias sem dúvida necessárias diante da repressão insensata (de Washington) contra meios chineses nos Estados Unidos", explicou Zhao.

As autoridades americanas modificaram na quarta-feira o estatuto de seis canais chineses presentes em território americano e ampliaram para outros meios do gigante asiático as medidas de controle aplicadas sobre os órgãos de imprensa considerados plataformas de "propaganda" de Pequim.

Os novos meios chineses afetados são Yicai Global, Jiefang Daily, Xinmin Evening News, Social Sciences in China Press, Beijing Review e Economic Dail, apresentados pelas autoridades americanas como "missões estrangeiras".

Washington exige que eles comuniquem ao Departamento de Estado detalhes sobre seus funcionários e seus imóveis nos Estados Unidos, exigências que não representariam nenhum obstáculo para seu trabalho jornalístico, defendeu o secretário de Estado, Mike Pompeo.

Este controle reflete, segundo o porta-voz da diplomacia chinesa, "a hipocrisia da suposta liberdade de expressão" da qual presumem as autoridades americanas.

As tensões entre Estados Unidos e China já haviam aumentado durante o verão com medidas de controle aos correspondentes chineses e americanos presentes em ambos os países.

Anteriormente, Pequim expulsou de seu território os correspondentes de renomados veículos americanos, como o New York Times, o Washington Post e o Wall Street Journal.

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