China alerta Walmart e Sam's Club por produtos da região de Xinjiang

Jan 9, 2020 Mountain View / CA/ USA - People shopping at a Walmart store in south San Francisco bay area
Walmart e sua empresa Sam's Club foram criticados após retirar produtos da região de Xinjiang de suas prateleiras.
  • Agência relacionada ao governo chinês dá advertência a redes de supermercado americanas;

  • Walmart e Sam's Club haviam removido produtos da região de Xinjiang de suas prateleiras;

  • Grupo Walmart, e outros grupos foram criticados por boicotes;

Uma agência do governo chinês acusou nesta sexta-feira a gigante do varejo norte-americana, o grupo Walmart, e sua rede Sam's Club de "estupidez e miopia" depois que meios de comunicação chineses informaram que a rede Sam's Club havia removido produtos produzidos na região de Xinjiang em suas lojas nos Estados Unidos, segundo informações da agência Reuters.

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A disputa entre os dois países explodiu depois que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sancionou, em 23 de dezembro, uma lei que proíbe as importações de Xinjiang por causa de preocupações com o trabalho forçado na região. Por outro lado, a China rejeita acusações de trabalho forçado ou quaisquer outros abusos em Xinjiang.

Outras empresas também foram advertidas pelo governo chinês

Na última semana, o Sam's Club foi atacado na China depois que várias agências de notícias compartilharam vídeos e capturas de tela na plataforma de mídia social Weibo que, segundo eles, mostravam produtos da região de Xinjiang, no extremo oeste da China, tendo sido removidos do aplicativo online da loja. 

A rede de supermercados alega que os produtos não foram removidos, mas ficaram fora de estoque. A Comissão Central de Inspeção Disciplinar do Partido Comunista (CCDI) acusou o Sam's Club de boicotar produtos de Xinjiang e tentar "superar" a polêmica permanecendo em silêncio, de acordo com informações da agência Reuters. 

De acordo com a agência, não é incomum que uma marca estrangeira seja visada por usuários de mídia social ou veículos oficiais chineses, e o impacto pode ser prejudicial. No início desta semana, a hashtag do Weibo "cancelamento do cartão Sam's Club" se tornou viral, com mais de 470 milhões de acessos. Na sexta-feira, o jornal estatal China Daily informou que rivais domésticos organizaram campanhas para promover produtos de Xinjiang concorrentes a das empresas que anunciaram boicotes. 

O Walmart é a empresa estrangeira mais recente a participar da pressão ocidental sobre o tratamento dado por Pequim aos uigures e outros muçulmanos minoritários em Xinjiang e a importância da China como mercado e base de abastecimento. Outras empresas participaram da pressão e foram criticadas, como a H&M, a Intel, que assim como o Sam's Club, segundo a Reuters, de colaborar com as "forças ocidentais anti-China" para desestabilizar Xinjiang, suprimindo e boicotando produtos da região.

A China é um grande mercado para a rede de supermercados, que gerou receita de US$ 11,43 bilhões (cerca de R$ 63,68 bilhões) no país durante o ano fiscal chinês encerrado em 31 de janeiro. Das 423 unidades de varejo que o Walmart opera na China, 36 delas são lojas Sam's Club, de acordo com seu site. Segundo a Reuters, nenhuma das duas redes quiseram fazer declarações sobre a reação contra eles no país.

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