China aprova uso de antiviral contra HIV para tratar Covid-19

A China aprovou nesta segunda-feira o uso do antiviral Azvudina, utilizado no tratamento do HIV, para casos moderados de Covid-19. O aval foi concedido pela Administração Nacional de Produtos Médicos do país (NMPA), órgão similar à Anvisa no Brasil. O remédio, desenvolvido pela farmacêutica chinesa Genuine Biotech, recebeu autorização em caráter emergencial.

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Trata-se o segundo medicamento oral aprovado na China para o combate ao novo coronavírus, mas o primeiro com produção doméstica. Em fevereiro, o país autorizou o uso do Paxlovid, antiviral desenvolvido pela Pfizer para a Covid-19 que também recebeu a luz verde no Brasil.

De acordo com o jornal South China Morning Post, a NMPA afirmou em comunicado que autorizou o uso do Azvudina para maiores de 18 anos com quadros leves e moderados da doença. O antiviral é novo e recebeu o aval para tratar o HIV apenas em julho do ano passado no país. Ele atua inibindo a replicação de vírus de RNA no organismo, como é o caso do coronavírus.

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Segundo o jornal, os estudos clínicos de fase 3 para uso do medicamento contra a Covid-19 foram conduzidos na China, no Brasil e na Rússia desde abril de 2020. De acordo com um comunicado da empresa responsável pelo remédio, cerca de 40% dos pacientes que receberam a Azvudina relataram melhora dos sintomas em ao menos sete dias. O percentual foi de apenas 10% no grupo que recebeu placebo.

A eficácia, no entanto, é menor que a observada nos testes do Paxlovid e do Molnupiravir - desenvolvido pela MSD -, ambos antivirais contra a Covid-19 aprovados pela Anvisa no Brasil. Nos estudos, os dois medicamentos, fabricados exclusivamente para o Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19, reduziram em cerca de 89% e 65% as hospitalizações pela doença entre pessoas consideradas de risco.

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