China autoriza voos de aviões Boeing 737 no país

·3 min de leitura
A Boeing 737 MAX 8 aircraft bearing the logo of China Southern Airlines is parked at a Boeing production facility in Renton, Washington, U.S. March 11, 2019. REUTERS/David Ryder
A Boeing 737 MAX 8 aircraft bearing the logo of China Southern Airlines is parked at a Boeing production facility in Renton, Washington, U.S. March 11, 2019. REUTERS/David Ryder
  • Agência reguladora chinesa autorizou voos do Boeing 737 Max novamente no país;

  • Governos suspenderam Boeing 737 Max após dois acidentes em 2018 e 2019;

  • Pilotos chineses devem participar de treinamento para poder voar com Boeing 737;

A agência reguladora da aviação da China autorizou o Boeing 737 Max na quinta-feira para voltar a voar com atualizações técnicas, de acordo com a agência Associated Press, após mais de dois anos depois que o avião parou de ser utilizado em todo o mundo após dois acidentes fatais. A China é o último grande mercado onde o Boeing 737 Max aguardava aprovação depois que os Estados Unidos permitiram a retomada dos voos em dezembro de 2020 e os reguladores da União Europeia deram permissão em janeiro. Brasil e Canadá também deram sua aprovação.

Leia também

Os governos suspenderam o Boeing 737 Max em todo o mundo, depois que um total de 246 pessoas morreram nos acidentes de um voo da Lion Air na Indonésia em 29 de outubro de 2018 e de um voo da Ethiopian Airlines em 10 de março de 2019. Os investigadores culparam um sistema de computador que empurrava o radome, também conhecido como nariz do avião, para baixo durante o voo e não podia ser revertido pelos pilotos, segundo a AP.

Pilotos chineses devem participar de treinamento para poder voar com Boeing 737

Os pilotos chineses precisarão concluir um novo treinamento antes que os voos comerciais possam começar, segundo a Administração de Aviação Civil da China em seu site. O órgão disse que a Boeing é obrigada a instalar software e componentes adicionais. Por conta disso, as ações da Boeing saltaram 4,25% no pré-mercado de quinta-feira na Ásia.

A Boeing comemorou a decisão, com um comunicado: “A decisão do CAAC é um marco importante para o retorno seguro do 737 MAX ao serviço na China”, disse a empresa. O comunicado também relatou que a Boeing estava trabalhando com os reguladores de outros países "para retornar os serviços de aviação em todo o mundo", completou.

A Boeing, com sede em Chicago, foi obrigada a redesenhar o sistema durante um processo supervisionado por uma ampla gama de reguladores dos Estados Unidos, Europa, China e Oriente Médio. A China tem a maior frota de 737 Max depois dos Estados Unidos, com 97 aeronaves operadas por 13 empresas antes da suspensão, segundo a mídia estatal.

De acordo com a Associated Press, a China é especialmente importante para a Boeing e sua rival europeia, a Airbus Industrie, porque eles contam com a expansão do mercado de viagens para impulsionar o crescimento das vendas. Prevê-se que a demanda norte-americana e europeia fique estável nas próximas décadas.

Em janeiro, a Boeing concordou em pagar cerca de US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões), em um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, para evitar processos criminais por enganar reguladores sobre a segurança do 737 Max. A maior parte do dinheiro irá para as companhias aéreas que compraram os jatos.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos