Trump agradece a Deus por criação do planeta no Dia Mundial da Terra

Washington, 22 abr (EFE).- O presidente americano, Donald Trump, agradeceu neste domingo a Deus pela criação da Terra no dia mundial de comemoração do planeta, celebrado em 22 de abril.

"Hoje, a nossa nação lembra o Dia da Terra, uma celebração das bençãos dada por nosso Criador. Entre elas, apreciamos a nossa magnífica terra e as vias fluviais, abundantes recursos naturais e fauna única", afirmou Trump em comunicado presidencial divulgado pela Casa Branca.

O líder afirmou que é dever da nação "reconhecer a importância destes dons que sustentam a vida, e é a nossa responsabilidade protegê-los para o nosso próprio benefício e o das gerações vindouras".

Trump aproveitou o Dia da Terra para justificar sua polêmica política com relação ao meio ambiente, marcada principalmente pela sua saída do Acordo de Paris contra a mudança climática e por uma ampla desregularização do setor petroleiro.

Essa retirada ajuda cessar "todas as implementações" dos compromissos climáticos dos Estados Unidos no marco de Paris, entre eles o fixado pelo seu antecessor no cargo, Barack Obama (2009-2017) para reduzir para 2025 as emissões de gases do efeito estufa entre 26% e 28% com relação aos níveis de 2005.

"A minha Administração se dedica a eliminar regulações desnecessárias e prejudiciais que restringem o crescimento econômico e dificultam que as comunidades locais prosperem e elejam as melhores soluções para o seu entorno", disse ao respeito o líder.

Em janeiro, Trump aprovou uma proposta para ampliar as águas sobre as quais pode haver explorações na busca de fontes de petróleo ou gás que abrange a maior parte do litoral do país.

"Sabemos que uma economia forte e orientada ao mercado é essencial para proteger estes recursos", acrescentou hoje Trump na sua nota.

A ferrenha postura do presidente, que considera que a mudança climática não tem nada a ver com a atividade humana, levantou muitas críticas entre várias organizações ambientais, que apresentaram ações contra Trump por vários motivos. EFE