China constrói réplica de avião do Japão para treinar ataques

Avião da força de autodefesa aérea do Japão, AWACS (E-767, sistema de alerta e controle aéreo), que serviu de base para construção da réplica usada no treinamento de ataque militar da China. (Foto: Getty Images)
Avião da força de autodefesa aérea do Japão, AWACS (E-767, sistema de alerta e controle aéreo), que serviu de base para construção da réplica usada no treinamento de ataque militar da China. (Foto: Getty Images)

A China construiu uma réplica de um avião que as forças aéreas do Japão usam em seu sistema de defesa, é o que mostram imagens feitas por satélites de uma região deserta perto de Xinjian.

As afirmativas são de uma reportagem publicada no site Nikkei Asia nesta quinta-feira (19). As imagens são da empresa de imagens por satélite Planet Labs, dos Estados Unidos.

Supõem-se que a área da China onde a imagem foi registrada é uma zona especial controlada pelos militares chineses.

A fotografia mostra uma estrutura com a forma de um avião, com dois motores e um radar em forma de disco, que é uma característica de um modelo específico de avião da força aérea japonesa.

A aeronave chinesa parece ter sido inspirada no modelo E-767 das forças aéreas japonesas, um avião de fabricação da Boeing. Há quatro aviões no mundo, e todos estão em uma base aérea em Hamamatsu, de acordo com informações do Ministério da Defesa japonês.

O modelo tem capacidade de interceptar outras aeronaves. Em uma possível situação de conflito, esses modelos seriam empregados para fazer buscas por outros aviões em regiões distantes dos confrontos.

Aeronaves como essas podem ser usadas pelos militares chineses como uma forma de simular ataques aos aviões da força aérea do Japão com mísseis, de acordo com um ex-oficial de alta patente das forças armadas japonesas que foi entrevistado pelo site Nikkei Asia, mas pediu para não ser identificado.

Anteriormente no deserto de Xinjiang também foi fotografado um modelo em escala real de um navio porta-aviões americano e de um navio menor, de combate, também americano.

Um alerta foi emitido pelos EUA, que nos últimos meses a China tem expandido rapidamente suas forças armadas, incluindo suas capacidades nucleares, à medida que a tensão aumenta no Mar do Sul da China.

A China foi considerada, no início deste ano, suspeita de realizar um teste de míssil hipersônico com capacidade nuclear — mísseis que podem voar na atmosfera com velocidade superior a mais de cinco vezes a do som — o que gerou preocupação em Washington.

Na época do episódio, o governo chinês negou as acusações e disse que se tratava de uma verificação de rotina.

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