China critica 'manipulação' em relatório americano sobre seu arsenal nuclear

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A China afirma que relatório do Departamento de Defesa dos Estados Unidos está repleto de "preconceitos" (AFP/NOEL CELIS)

O governo da China criticou o que chamou de "manipulação" no relatório do Pentágono que alerta para uma expansão mais acelerada que o esperado do arsenal nuclear do país asiático.

"O relatório publicado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, como relatórios similares anteriores, ignora os fatos e está cheio de preconceitos", afirmou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin.

Ele também acusou Washington de "manipulação" e de "inflar a tese da China como ameaça nuclear", ao mesmo tempo que apontou os Estados Unidos "como a maior fonte mundial de ameaça nuclear".

O documento do Pentágono publicado na quarta-feira afirma que a China desenvolve seu arsenal nuclear mais rápido que o previsto e que o país já pode lançar mísseis armados com ogivas nucleares a partir da terra, mar e ar.

De acordo com o documento, a China poderia ter 700 ogivas nucleares em 2027 e alcançar 1.000 em 2030, um arsenal duas vezes e meio acima do que o Pentágono previa há apenas um ano.

A avaliação está no relatório anual que o Departamento de Defesa envia ao Congresso sobre os desenvolvimentos militares chineses.

Inclusive com 1.000 ogivas nucleares, o arsenal chinês estaria longe de igualar os números dos Estados Unidos e Rússia, que possuem, em conjunto, mais de 90% das armas nucleares do mundo: 5.550 para Washington e 6.255 para Moscou, segundo os dados do Instituto Internacional de Estocolmo para a Pesquisa da Paz (Sipri).

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