China debateu atacar ilhas controladas por Taiwan, diz autoridade taiwanesa

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Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen

Por Sarah Wu

TAIPÉ (Reuters) - Uma autoridade taiwanesa de alto escalão disse a parlamentares nesta quinta-feira que a China debateu internamente se atacaria as Ilhas Pratas de Taiwan, mas que não o faria antes de 2024, ano em que termina o mandato da presidente Tsai Ing-wen.

O diretor-geral do Bureau Nacional de Segurança, Chen Ming-tong, não disse como soube que tal medida foi debatida ou por que não aconteceria nos próximos anos.

O Ministério da Defesa chinês não respondeu de imediato a um pedido de comentário nesta quinta-feira.

Taiwan, uma ilha autoadministrada que é reivindicada pela China, queixa-se há mais de um ano de incursões recorrentes da Força Aérea chinesa, muitas vezes na parte sudoeste de sua zona de defesa aérea próxima das Ilhas Pratas, controladas por Taiwan, mas com poucas defesas.

Localizadas aproximadamente entre o sul de Taiwan e Hong Kong, as Pratas são consideradas por alguns especialistas de segurança como vulneráveis a um ataque chinês devido à sua distância de mais de 400 quilômetros de Taiwan.

A China culpa Taiwan e os Estados Unidos, seus apoiadores internacionais mais importantes, pelas tensões em ebulição no Estreito de Taiwan.

"Atacar e capturar as Ilhas Pratas: esta situação na qual a guerra estaria sendo usada para forçar (Taiwan) a conversar... nossa avaliação é que isto não acontecerá durante o período da presidente Tsai Ing-wen", disse Chen em uma reunião parlamentar.

(Por Sarah Wu e Yimou Lee; reportagem adicional de Yew Lun Tian em Pequim)

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