China deve encerrar investigação de segurança digital e liberar aplicativos da Didi, diz jornal

(Reuters) - Os reguladores chineses estão concluindo as investigações de segurança digital sobre a gigante de transporte urbano Didi Global e outras duas empresas e preparam-se para permitir a volta de seus aplicativos às lojas online do país já nesta semana, informou o Wall Street Journal (WSJ) nesta segunda-feira.

A reportagem, que cita pessoas não identificadas com conhecimento do assunto, é o mais recente sinal para os investidores de que as promessas oficiais da China de relaxamento da pressão sobre o setor de internet podem estar ganhando tração.

As ações da Didi nos Estados Unidos subiram 50%, para 2,78 dólares, no pré-mercado, com investidores tendo que cobrir posições vendidas, enquanto o índice de tecnologia Hang Seng avançou 4,6% em Hong Kong.

A Didi não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters. A Administração do Ciberespaço da China (CAC) não estava imediatamente disponível para comentários.

Além da Didi, os reguladores também planejam permitir que aplicativos da plataforma de logística Full Truck Alliance e da empresa de serviços de recrutamento online Kanzhun voltem às lojas online nesta semana, disse o jornal.

Os aplicativos de transporte de caminhões Yunmanman e Huochebang, ambos da Full Truck Alliance, retomaram o registro de novos usuários, apurou a Reuters nesta segunda-feira.

A Full Truck e a Kanzhun não responderam imediatamente aos pedidos de comentários, mas os investidores estavam otimistas, já que as ações da Full Truck cresceram 28% no pré-mercado e as ações da Kanzhun avançaram 21%.

A CAC ordenou que as plataformas removessem 25 aplicativos operados pela Didi no ano passado como parte de uma repressão ampla a alguns dos maiores nomes corporativos da China.

As três empresas ainda devem enfrentar penalidades financeiras, além de oferecer 1% de participação acionária ao Estado e dar ao governo um papel direto nas decisões corporativas, informou o WSJ.

A Didi anunciou no ano passado planos para deslistar ações nos EUA em favor de uma nova listagem em Hong Kong.

(Por Maria Ponnezhath, em Bengaluru; Tom Westbrook, em Cingapura; Yingzhi Yang, em Pequim; Zhang Yan, em Xangai; e Josh Ye, em Hong Kong)

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