China diz ter realizado exercícios militares perto de Taiwan

Bandeira da China em Pequim

XANGAI (Reuters) - As Forças Armadas da China realizaram outra rodada de exercícios perto de Taiwan na semana passada para melhorar as operações conjuntas de combate, disse o Exército de Libertação do Povo na segunda-feira, depois que a ilha, que Pequim reivindica como parte de seu território, relatou um pico de atividade.

Taiwan tem reclamado nos últimos dois anos da frequente atividade militar chinesa próxima a ela, concentrada principalmente na parte sul e sudoeste da zona de identificação de defesa aérea da ilha.

A Força Aérea de Taiwan mobilizou aviões na sexta-feira para afastar 18 aeronaves chinesas que entraram em sua zona de defesa aérea, e relatou novas incursões no sábado e no domingo, embora com menos aeronaves.

O Comando de Teatro Oriental do Exército de Libertação do Povo chinês disse em uma declaração que os ativos da Marinha e da Força Aérea realizaram exercícios de sexta-feira a domingo ao leste e sudoeste de Taiwan para "testar e melhorar a capacidade de combate conjunto de múltiplos serviços e armas". Não foram divulgados detalhes.

O Ministério da Defesa de Taiwan disse que a China destacou bombardeiros, caças e aviões anti-submarinos.

Não foram disparados tiros e as aeronaves chinesas não haviam voado no espaço aéreo de Taiwan, mas em sua zona de identificação aérea, uma área mais ampla que Taiwan monitora e patrulha para lhe dar mais tempo para responder a quaisquer ameaças.

Taiwan levantou seu nível alerta desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, desconfiando que a China fizesse um movimento semelhante, embora o governo em Taipé não tenha relatado nenhum sinal de que isso esteja prestes a acontecer.

Ao responder perguntas no Parlamento nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores de Taiwan, Joseph Wu, disse que a China continuava a representar uma ameaça.

"Mas nós temos a determinação de defender nosso país", disse ele.

O Japão informou na semana passada que oito embarcações chinesas, incluindo um porta-aviões, passaram entre ilhas da cadeia Okinawa do sul do Japão, para o nordeste de Taiwan.

Taiwan também realizou exercícios com mísseis entre outros ao longo de suas costas sul e sudeste na semana passada. As manobras estavam previamente agendadas.

A China nunca renunciou ao uso da força para colocar Taiwan, governado democraticamente, sob seu controle, e o Estreito de Taiwan continua sendo um potencial ponto de tensão militar.

O governo de Taiwan rejeita as reivindicações de soberania da China, dizendo que somente os 23 milhões de habitantes da ilha podem decidir seu futuro.

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