China executa ex-banqueiro acusado de corrupção e bigamia

·2 minuto de leitura
Lai Xiaomin, ex-banqueiro chinês em audiência em agosto, foi executado nesta sexta-feira

As autoridades chinesas executaram, nesta sexta-feira (29), um ex-banqueiro acusado de obter US$ 260 milhões em subornos e outras formas de corrupção, assim como de bigamia - informou a televisão estatal CCTV.

Lai Xiaomin, ex-presidente da Huarong - uma das maiores administradoras de fundos estatais da China - foi executado por decisão de um tribunal da cidade de Tianjin (norte), segundo a CCTV.

As autoridades não deram informações sobre o método usado para executar o ex-banqueiro. Lai Xiaonmin foi condenado no início de janeiro por ter aceitado subornos por um valor de 260 milhões de dólares e por desvio de dinheiro público.

Os números são "muito grandes e as circunstâncias particularmente graves e claramente houve uma intenção de cometer um crime", disse em seu veredicto o tribunal de Tianjin (norte).

Lai Xiaomin também foi condenado por bigamia por ter "vivido por muito tempo com outras mulheres" fora de seu casamento, com as quais teve filhos ilegítimos.

Em janeiro de 2020, Lai fez uma confissão transmitida pela televisão pública CCTV, onde foram vistas imagens de um apartamento em Pequim supostamente de sua propriedade, com cofres e armários cheios de dinheiro.

Lai Xiaomin, que trabalhou no Banco Central e para a agência de supervisão bancária, disse que não "gastou um só centavo". "Não me atrevi a gastar" o dinheiro, afirmou.

As fotos também mostravam carros de luxo e barras de ouro que o acusado supostamente teria aceitado como suborno.

A China Huarong Asset Management é um dos maiores gestores de créditos duvidosos na China, ou seja, com uma alta probabilidade de inadimplência. É uma das quatro empresas criadas pelo governo em 1999 para limpar o setor bancário.

A China lançou uma grande campanha contra a corrupção em 2012, depois que o presidente Xi Jinping se tornou chefe do Partido Comunista da China (PCC).

Desde então, mais de um milhão e meio de líderes do PCC foram sancionados.

O combate à corrupção, muito comum entre a população, também é suspeito de servir para eliminar as personalidades que se opõem à linha do presidente.

A China guarda um segredo a sete chaves sobre as execuções dos condenados à morte.

A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional estima que vários milhares de prisioneiros sejam executados todo ano.

lxc/apj/axn/mar/es/tt/aa