China importa menos petróleo em agosto com paradas em refinarias e margens fracas

Tanques de petróleo e gás no porto de Zhuhai, China

CINGAPURA (Reuters) - As importações de petróleo pela China caíram 9,4% em agosto em relação ao ano anterior, mostraram dados alfandegários nesta quarta-feira, com interrupções nas refinarias estatais e operações mais fracas em unidades independentes causadas por margens estreiras que limitaram as compras.

O maior importador de petróleo do mundo trouxe 40,35 milhões de toneladas de petróleo bruto no mês passado, o equivalente a cerca de 9,5 milhões de barris por dia (bpd), mostraram dados da Administração Geral das Alfândegas.

Isso comparado a 8,79 milhões de bpd em julho e 10,49 milhões de bpd em agosto de 2021.

As importações nos primeiros oito meses totalizaram 330,18 milhões de toneladas, ou cerca de 9,92 milhões de bpd, queda de 4,7% em relação ao mesmo período do ano passado, uma vez que as restrições estendidas em função da Covid-19 reduziram a demanda por combustível.

As paralisações nas refinarias no mês passado provavelmente também impactaram as importações.

A refinaria de 320.000 bpd da Sinopec Shanghai Petrochemical Corp só retomou a operar parcialmente em meados de agosto, após um desligamento não planejado de mais de sete semanas.

A planta de 200.000 bpd da Wepec, controlada pela PetroChina, começou a retomar a operação no final de agosto, após uma parada que durou quase três meses.

Pequim lançou uma nova rodada de investigações fiscais sobre refinarias independentes no mês passado, uma medida que pode prejudicar ainda mais suas futuras compras de petróleo.

Os dados de quarta-feira também mostraram que as exportações de produtos petrolíferos refinados se recuperaram para 4,78 milhões de toneladas, a maior desde junho de 2021, contra 3,41 milhões de toneladas em julho, graças às cotas de exportação do governo recém-liberadas.

No acumulado do ano, as exportações foram 33,5% menores em relação ao mesmo período do ano anterior, com 29,82 milhões de toneladas.

(Por Chen Aizhu e Muyu Xu)