China lança ao espaço segundo módulo de sua estação espacial; vídeos

A China lançou ao espaço, neste domingo, o segundo módulo de sua estação espacial permanente. É uma das últimas missões necessárias para completar o projeto até o final do ano.

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A nave Wentian ('"Em Busca dos Céus") foi lançada de um foguete Long March 5B às 14h22 da base de Wenchang, na ilha de Hainan. Cerca de 25 minutos depois, o sucesso da missão foi confirmado um oficial da Agência Espacial da China.

Após cerca de 8 minutos de voo, o módulo espacial se desprendeu do foguete e entrou na órbita pretendida.

Em abril de 2021, o módulo principal da estação espacial Tiangong ('Lugar celestial') foi lançado. Atualmente, o módulo conta com a presença da tripulação da missão Shenzhou-14, que deverá retornar à Terra em dezembro, com a chegada de um novo grupo de astronautas.

Esse segundo módulo tem cerca de 18 metros de comprimento, 4, 2 de diâmetro e pesa 22 toneladas. Ele tem três dormitórios, cozinha e uma área para experimentos científicos. Ele deverá se acoplar ao módulo já em órbita através de uma série de manobras arriscadas e de alta precisão.

— Esta é a primeira vez que a China atraca veículos tão grandes juntos, o que é uma operação delicada — disse Jonathan McDowell, astrônomo do Centro de Astrofísica de Harvad-Smithsonian.

Até a chegada do terceiro e último módulo, a estação terá o formato pouco usual de um 'L' e que irá requerer um grande gasto de energia para ser mantido estável:

— Estes são desafios técnicos que a URSS foi pioneira com a estação Mir no final dos anos 1980, mas são novos para a China. Mas resultará em uma estação muito mais capaz, com espaço e energia para realizar mais experimentos científicos — diz McDowell

O módulo Wentian também servirá como um local no qual os astronautas poderão controlar o restante da estação espacial em caso de emergência.

— A estaçaõ será concluída em apenas um ano e meio, o ritmo mais rápido da história para uma estação espacial modular. Em comparação, a construção da Mir e da Estação Espacial Internacional (ISS) levaram 10 e 12 anos, respectivamente — , disse Chen Lan, analista do portal Go Taikonauts.com, especializado no programa espacial chinês.

O terceiro e último módulo está programado para atracar em outubro, e o Tiangong — que deve ter uma vida útil de pelo menos 10 anos. Ele estará totalmente operacional até o final do ano.

A China foi forçada a construir sua própria estação após a recusa dos Estados Unidos em permitir que participasse da ISS.

O país desde então vem investindo bilhões de dólares em seu programa espacial.

O gigante asiático enviou seu primeiro astronauta ao espaço em 2003 e planeja chegar à Lua por volta de 2030. Em 2019, o país pousou um dispositivo no lado oculto da Lua, um evento sem precedentes em todo o mundo. Em 2020, a China coletou amostras do satélite da Terra e, no ano seguinte, enviou um pequeno robô a Marte.

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