China multará Didi, dona da 99, em mais de US$ 1 bilhão por violações de segurança de dados

As autoridades chinesas estão se preparando para impor uma multa de mais de US$ 1 bilhão à Didi Global, gigante chinesa de serviço de motoristas por aplicativo e dona da 99, que pode encerrar uma investigação sobre as práticas de segurança cibernética da empresa, informou o jornal The Wall Street Journal, citando fontes familiarizadas com o assunto.

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O jornal acrescenta que, assim que a penalidade for anunciada, o governo chinês pretende aliviar uma restrição anterior imposta à Didi e permitirá que a empresa chinesa restaure seus principais aplicativos em lojas de aplicativos domésticas e adicione novos usuários à sua plataforma.

A multa também abrirá o caminho para que a Didi, cujo aplicativo é usado por dezenas de milhões de usuários na China todos os meses, inicie uma nova listagem de ações na Bolsa de Hong Kong, disseram essas fontes.

Procurados pela reportagem, representantes da Administração do Ciberespaço da China, o poderoso órgão de vigilância da Internet do país, e da Didi não responderam aos pedidos de comentários.

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A Didi é uma das empresas que se encontram no centro de uma repressão contundente à indústria da Internet iniciada pelo governo chinês em 2020. Os investidores aguardam as penalidades que serão impostas à gigante chinesa desde que o órgão regulador lançou uma investigação, em 2021, sobre possíveis violações de segurança de dados.

A gigante chinesa vem tentando retomar seus negócios depois de irritar os reguladores chineses ao avançar com seu IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) em Nova York, em junho do ano passado, com o qual levantou US$ 4,4 bilhões, apesar de ter sido obrigada a suspender a abertura de seu capital.

Dias depois de a Didi abrir seu capital, a Administração do Ciberespaço da China deu início a uma investigação sobre as práticas de segurança de dados da empresa e ordenou que as lojas de aplicativos removessem 25 aplicativos móveis operados pela Didi.

Em maio deste ano, a gigante chinesa anunciou que iria retirar suas ações da Bolsa de Nova York, após a maioria dos acionistas da companhia ter votado a favor desse movimento, pondo fim a um conflito que se arrasta há um ano com Pequim sobre sua listagem no mercado de ações americano.

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