China opta por não felicitar Joe Biden

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Americanos celebram a vitória de Joe Biden em Washington, DC, durante o fim de semana
Americanos celebram a vitória de Joe Biden em Washington, DC, durante o fim de semana

China decidiu não felicitar Joe Biden por sua vitória na eleição presidencial dos Estados Unidos, alegando que o resultado final ainda não é conhecido.

"Tomamos conhecimento de que Biden se declarou vencedor nas eleições", afirmou o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Wang Wenbin. 

"Nosso entendimento é que o resultado da eleição será determinado de acordo com as leis e procedimentos dos Estados Unidos", completou, dois dias depois da vitória do candidato democrata, contestada pelo presidente republicano Donald Trump.

Outros países, como Rússia, México e Brasil, também optaram por não enviar uma mensagem a Joe Biden. 

Em novembro de 2016, quando Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos, o presidente chinês Xi Jinping o felicitou um dia depois das eleições.

Embora a derrota do candidato republicano possa representar um alívio para a China, envolvida em uma guerra comercial iniciada por Washington em 2018, alguns analistas apontam que Pequim pode temer que Joe Biden faça uma pressão maior na área dos direitos humanos.

Questionado sobre o tema, o porta-voz chinês respondeu que seu país continua determinado a defender "sua soberania, sua segurança e seu desenvolvimento".

"Esperamos que a próxima administração americana dê mostras de uma vontade de conciliação", declarou.

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