China parece ter definido onde a missão Tianwen-1 pousará em Marte em 2021

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Entre as missões que foram lançadas em julho para Marte, está a Tianwen-1, da China, que segue viagem para o Planeta Vermelho. Até então, a agência espacial chinesa CNSA parecia mirar o pouso na Utopia Planitia, uma área que consiste em uma grande bacia formada por um intenso impacto no passado marciano. Agora, a nação parece ter definido o local exato de pouso.

Conforme informações anteriores, a China planejava pousar seu rover em uma área da Utopia Planitia, que fica na direção sul do local de pouso da missão Viking 2, da NASA. Além disso, um artigo foi publicado pouco após o lançamento, e mostrou que, na verdade, existe um local de pouso primário específico: de acordo com a publicação, o local estaria definido pelas coordenadas de 110,318 graus à longitude leste e 24,748 na latitude norte, na área sul da Utopia Planitia.

Parte da bacia de impacto em Utopia Planitia (Imagem: Reprodução/NASA/JPL/UArizona)
Parte da bacia de impacto em Utopia Planitia (Imagem: Reprodução/NASA/JPL/UArizona)

As versões online da publicação foram editadas para remover essas informações, mas elas foram mantidas em outras fontes que citam o conteúdo do artigo original. Na verdade, essa área parece ser um local relativamente seguro para uma tentativa de pouso e também tem potencial científico — é o que Alfred McEwen, principal investigador da câmera HiRISE a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, explica. Para ele, o local em questão é plano e suave na maior parte, mas tem crateras e fendas. A área já foi interpretada como “coberta por fluxos de lama por alguns cientistas, então pode ter existido água nas profundezas de lá e esse pode ser um local interessante para estudar com um rover”, diz. Entretanto, ele não conhece evidências que possam indicar a existência de água congelada na superfície ou no solo próximo do local de pouso da missão.

Na última atualização oficial, a China informou que a Tianwen-1 já viajou 137 milhões de quilômetros desde 11 de setembro e, se considerarmos uma trajetória em linha reta, a missão estava a 15,3 milhões de quilômetros de distância da Terra naquele dia. A missão Tianwen-1 é composta por uma sonda orbital, um módulo de pouso estacionário e um rover, e irá investigar as características da geologia marciana e a possível distribuição de água ou gelo com o instrumento Subsurface Exploration Radar. Embora a China tenha experiência com pousos na Lua, a Tianwen-1 é a primeira missão interplanetária independente da nação e terá que enfrentar novos desafios para explorar o Planeta Vermelho. Assim, se pousar com sucesso, o rover Tianwen-1 vai operar por 90 dias marcianos.

Fonte: Canaltech

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