China pede aos Estados Unidos que deixem de interferir em Hong Kong

NHK (emissora pública de televisão do Japão)

Enquanto tramita no Congresso americano um projeto de lei de apoio a direitos humanos e à democracia em Hong Kong, a China recomendou aos Estados Unidos que ajam com cautela e disse que a matéria coloca em risco as relações bilaterais.

Congressistas americanos afirmaram que o objetivo do projeto de lei é assegurar a autonomia de Hong Kong, em conformidade com o princípio de “Um País e Dois istemas”, do governo chinês.

Demonstrators hold placards during a "Stand with Hong Kong" rally in London, Britain, November 2, 2019. REUTERS/Yara Nardi
Hong Kong tem sido palco de protestos. População pede democracia (Reuters/Yara Nardi)

Se entrar em vigor, o projeto dará ao governo dos Estados Unidos a capacidade de impor sanções a autoridades chinesas que sejam consideradas responsáveis por minar liberdades básicas no território Hong Kong.

Para entrar em vigor, o projeto de lei, que foi aprovado no mês passado por unanimidade na Câmara, precisa passar agora pelo Senado e ser sancionado pelo presidente americano, Donald Trump.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, afirmou que os Estados Unidos deveriam cessar imediatamente a tramitação da matéria e parar de apoiar “a atuação ilegal dos desordeiros de Hong Kong”. Além disso, ele pediu que os Estados Unidos deixem de usar a questão do território semiautônomo como recurso para interferir em assuntos internos da China.

O projeto de lei segue em tramitação em um momento no qual os dois países procuram resolver a disputa comercial que vem afetando mercados globais.