China e Rússia pedem à ONU alívio de sanções contra Coreia do Norte

(Arquivo) A Coreia do Norte está sob pesadas sanções dos EUA e das Nações Unidas por causa de seu programa nuclear, mas ficou frustrada com a falta de alívio depois de declarar uma moratória nos testes nucleares e internacionais de mísseis balísticos

Rússia e China propuseram nesta segunda-feira um alívio das sanções contra a Coreia do Norte, com a contrapartida de que o regime se comprometa a cumprir com as resoluções do Conselho de Segurança sobre a 'desnuclearização' da península coreana.

A proposta, um rascunho de resolução que surpreendeu muitas missões diplomáticas, chega no mesmo dia em que o máximo representante dos Estados Unidos nas conversações com a Coreia do Norte criticou Pyongyang por seus comunicados "hostis".

A Coreia do Norte é submetida a severas sanções de Estados Unidos e ONU por seu programa nuclear. Ainda assim, Pyongyang declarou uma moratória sobre seus testes nucleares e de mísseis intercontinentais.

O rascunho afirma que o Conselho "deve ajustar as sanções ao cumprimento da RPDC (República Popular Democrática da Coreia) das resoluções pertinentes do Conselho de Segurança da ONU".

O texto, obtido pela AFP, "saúda a continuação do diálogo entre Estados Unidos e Coreia do Norte em todos os níveis".

O pedido de Rússia e China chega no momento em que as negociações entre Coreia do Norte e Estados Unidos estão há muito tempo estancadas, após o fracasso - em fevereiro - da cúpula de Hanói entre o presidente Donald Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong Un.

Pyongyang tem incrementado o tom de suas declarações e, recentemente, prometeu um "presente de Natal" caso Washington não faça qualquer concessão até o final do ano.

O rascunho também defende a "retomada das conversações a seis partes", com China, as duas Coreias, Estados Unidos, Rússia e Japão, que se desenvolveram entre 2003 e 2009.