China registra recorde de casos em três meses e América Latina é a região mais afetada por pandemia

Por Laurie Chen y las oficinas de la AFP
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Profissional da saúde realiza teste de coronavírus em criança em um centro de testes em Dalian, na província de Liaoning, nordeste da China, em 27 de julho de 2020

A China registrou, nesta segunda-feira (27), o aumento diário mais importante de infecções por COVID-19 em três meses, enquanto o maior número de casos se concentra na América Latina e no Caribe, em um contexto de crescente medo de uma segunda onda da pandemia que já provocou mais de 646.000 mortes no mundo.

A América Latina e o Caribe se tornaram, no domingo, a região com o maior número de infectados, somando 4,34 milhões de casos e ultrapassando a América do Norte (4,23 milhões).

Nesta segunda-feira, a Austrália registrou mais de 500 novos casos de coronavírus, um recorde de contaminações desde o início da pandemia.

Em Hong Kong, uma nova onda de contaminação levou as autoridades a decretar nesta segunda o uso obrigatório de máscara em locais públicos.

Estados Unidos, o país mais afetado no mundo pela COVID-19, contabiliza atualmente mais de 146.000 mortes e 4,23 milhões de casos, depois de adicionar 516 mortes e 55.187 contaminações em 24 horas.

Globalmente, a doença afetou 16,2 milhões de pessoas e causou mais de 646.000 mortes, de acordo com uma compilação de dados oficiais que os especialistas consideram abaixo da realidade.

- Novos casos na China -

A China, onde a epidemia começou no final de 2019, informou nesta segunda 61 novos casos de COVID-19 em 24 horas, o maior aumento diário de infecções desde meados de abril, depois que focos de infecção apareceram em três províncias.

No momento, a situação não causa grande preocupação no país, que registrou oficialmente 4.634 mortes pela epidemia. Os focos que surgiram nos últimos meses foram rapidamente contidos com medidas rigorosas.

Por outro lado, na América Latina, a epidemia continua a avançar sem trégua.

O Peru (33 milhões de habitantes) ultrapassou 380.000 casos de coronavírus no domingo, enquanto o governo estendeu sua quarentena nas províncias das regiões andinas de Cajamarca e Cusco.

Os números de casos diários flutuaram no Peru em torno de 4.000 na última semana, ligeiramente acima da média de junho. Por seu lado, o número de mortes neste país aumentou para 18.229, com 199 novos óbitos nas últimas 24 horas.

Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro estendeu o confinamento reforçado em Caracas e em seis estados do país para combater o novo coronavírus.

No México, o autódromo que recebe o Grande Prêmio de Fórmula 1, suspenso este ano pela pandemia, foi convertido em um cinema drive-in, com capacidade para 415 carros.

O México, com 127 milhões de habitantes, é o quarto país mais atingido pela COVID-19, com 43.680 mortes, além de 390.516 infecções.

Na América Latina, o Brasil é o principal impactado, com 2.419.091 casos e 87.004 óbitos até domingo.

- Preocupação na Espanha -

Em número de mortes, a Europa continua liderando, com um total de 207.933, seguida pela América Latina e Caribe (182.840), e pelos Estados Unidos e Canadá (155.673).

Na Europa, a Espanha (28.400 mortes) é um dos países que mais preocupa, em razão dos surtos registrados nos últimos dias.

No domingo, seu governo garantiu que a situação "está sob controle", em resposta às restrições impostas aos que chegam deste país no Reino Unido e na Noruega e à recomendação da França de evitar a Catalunha (nordeste).

"O governo da Espanha considera que a situação está controlada, os surtos estão localizados, foram isolados e controlados (...) A Espanha é um país seguro", disseram à AFP fontes do ministério das Relações Exteriores.

Em outras partes da Europa, continente com mais de 3 milhões de infectados, a situação também suscita preocupações.

Na França, por exemplo, a carga viral está "aumentando", segundo as autoridades de saúde.

Muitos países tornaram obrigatório o uso de máscaras para conter as infecções.

No plano econômico, os efeitos da pandemia continuam a ser sentidos: a companhia aérea irlandesa de baixo custo Ryanair anunciou nesta segunda-feira uma perda líquida de 185 milhões de euros (US$ 216 milhões) entre abril e junho, o primeiro trimestre de seu exercício financeiro de 2020, devido à paralisia do tráfego aéreo causada pela crise sanitária.

Este é o trimestre mais "difícil" em seus 35 anos de história, afirmou um comunicado da empresa.

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