China retorna parcialmente à normalidade após surto de infecções por Covid-19

Pessoas aguardam em terminal ferroviário na cidade de Wuhan, na China

Por Josh Arslan e Norihiko Shirouzu

PEQUIM (Reuters) - Algumas pessoas nas principais cidades chinesas de Pequim, Xangai e Wuhan enfrentaram o frio e um aumento nas infecções por Covid-19 para retornar às atividades regulares nesta segunda-feira, confiantes em um impulso para a economia à medida que mais pessoas se recuperam das infecções.

Entre os que se reuniram para andar de trenó ou patinar no gelo em um lago congelado no Parque Shichahai, na capital, alguns estavam otimistas com a reabertura, depois que a China abandonou suas rigorosas medidas sanitárias em 7 de dezembro para adotar uma estratégia de convivência com o vírus.

No entanto, desde então, uma onda de infecções eclodiu em todo o país, depois que as fronteiras foram mantidas praticamente fechadas por três anos em meio a um regime estrito de bloqueios e testes maciços.

Segunda-feira é feriado, mas o tráfego na capital voltou a aumentar nos últimos dias, com as pessoas indo para locais ao ar livre, embora os negócios ainda estejam lentos em alguns locais menores e confinados, como restaurantes.

Na cidade central de Wuhan, onde a pandemia começou há três anos, as pessoas não estavam mais tão ansiosas, disse um homem de sobrenome Wu à Reuters.

"A produção, a vida e o entretenimento estão voltando aos níveis normais", acrescentou Wu, professor de um centro de treinamento privado.

Nos últimos dias, a mídia estatal procurou tranquilizar o público de que o surto da Covid-19 está sob controle e se aproximando do pico.

O número oficial de mortos de 5.250 desde o início da pandemia se compara a mais de 1 milhão nos Estados Unidos. Hong Kong, governada pela China, uma cidade de 7,4 milhões de habitantes, registrou mais de 11.000 mortes.

Cerca de 9.000 pessoas na China provavelmente estão morrendo todos os dias de Covid, disse a empresa de dados de saúde Airfinity na semana passada, enquanto as mortes cumulativas desde 1º de dezembro provavelmente chegaram a 100.000, com infecções em 18,6 milhões.

A Airfinity, com sede no Reino Unido, espera que os casos de Covid da China atinjam seu primeiro pico em 13 de janeiro, com 3,7 milhões de infecções diárias.

A China, por sua vez, disse que conta apenas as mortes de pacientes com Covid causadas por pneumonia e insuficiência respiratória relacionadas à Covid.

(Reportagem adicional da redação de Pequim e Martin Pollard)