China se opõe a sanções da ONU contra Sudão do Sul

Liu Jieyi, embaixador da China nas Nações Unidas, é visto na sede da ONU em Nova York, no dia 21 de julho de 2014

A China se opôs nesta sexta-feira a um rascunho de resolução das Nações Unidos para impôr sanções ao Sudão do Sul, dizendo que a medida não ajudará justo agora, quando as partes em guerra estão negociando.

Os Estados Unidos apresentaram um rascunho ao Conselho de Segurança da ONU nesta semana, com sanções contra pessoas que são vistas como responsáveis em bloquear de pessoas que son vistas como responsáveis de bloquear os esforços para pôr fim à guerra de 14 meses no Sudão do Sul.

O embaixador chinês Liu Jieyi disse aos jornalistas que as negociações para um acordo de paz definitivo entraram em uma fase difícil e sugeriu que aplicar as sanções pode complicar as negociações.

"Aplicar uma medida punitiva agora? Que tipo de mensagem ela enviaria?", questionou o embaixador chinês.

Uma nova rodada de negociações entre as partes em conflito teve início na segunda-feira na Etiópia, mediado por um grupo regional de 8 países da Autoridade Intergovernamental sobre o Desenvolvimento da África Oriental (IGAD).

As negociações estão focadas em alcançar um acordo de paz definitivo entre o presidente Salvaa Kir e o líder rebelde Riek Machar que inclui um governo unitário de transição.

O diplomata chinês disse que as partes chegaram a um acordo de "90%" de suas divergências e que os temas pendentes relacionados ao exercício do poder eram compreensivelmente "mais difíceis".

Dezenas de milhares de pessoas morreram na espiral de violência iniciada em dezembro de 2013, após um desencontro entre Kiir y Marchar, então vice-presidente do país.

Mais de 1,5 milhão de civis fugiram das zonas de combate e 2,5 milhões precisam de comida no Sudão do Sur, que declarou sua independência do Sudão em 2011.

A China faz grandes investimentos na produção de petróleo do Sudão do Sul.