China testa arma hipersônica cinco vezes mais rápida que a velocidade do som

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A military vehicle carrying an unmanned aerial vehicle (UVA) travels past Tiananmen Square during the military parade marking the 70th founding anniversary of People's Republic of China, on its National Day in Beijing, China October 1, 2019. REUTERS/Thomas Peter
Desfile militar pelo aniversário da fundação da República Popular da China, em outubro de 2019. Foto: REUTERS/Thomas Peter.
  • Tecnologia não foi alcançada por nenhum outro país

  • EUA critica armamento, ao mesmo tempo que busca desenvolver o próprio

  • China nega interesse em corrida armamentista

Em junho, a China testou uma arma hipersônica, capaz de disparar um míssil a uma velocidade cinco vezes maior que a velocidade do som a partir de um veículo planador. Até esse momento, nenhum país tinha demonstrado tamanha capacidade tecnológica. As informações são do jornal britânico Financial Times, publicadas no último domingo (21).

O veículo planador hipersônico acoplado é uma espaçonave manobrável que viaja muito rápido e pode carregar uma ogiva nuclear ou normal.

Quando a espaçonave chega a certa altura, o míssil balístico se separa e manobra. No teste, atingiu a velocidade hipersônica durante o voo sobre o Mar do Sul da China, um território disputado e palco de tensões geopolíticas.

O feito tecnológico ainda intriga especialistas do Pentágono norte-americano, que buscam explicar como o feito foi possível. Os EUA, assim como a Rússia, têm tentado produzir armas hipersônicas há muitos anos, mas não chegaram ao patamar chinês, segundo especialistas ouvidos pelo Financial Times.

“Este desenvolvimento é preocupante, como deveria ser para todos os que procuram a paz e a estabilidade na região e além dela”, disse ao jornal um porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos EUA, sem comentar as tentativas do próprio país de desenvolver armamento similar. “Isto tem também que ver com a nossa preocupação sobre qual a capacidade militar da República Popular da China.”

Pequim nega as acusações. “Não estamos absolutamente interessados ​​em uma corrida armamentista com outros países”, afirmou Liu Pengyu, o porta-voz da embaixada, ao jornal. “Nos últimos anos, os EUA têm inventado desculpas como ‘a ameaça da China’ para justificar a expansão de suas armas e o desenvolvimento de armas hipersônicas.”

Além da preocupação com o míssil, o próprio veículo que disparou o projétil foi projeto no espaço através de um sistema de bombardeio orbital, capaz de sobrevoar o Pólo Sul. Isso quer dizer, na avaliação dos especialistas norte-americanos, que a China seria capaz de evitar as defesas anti-mísseis dos EUA, que são focadas em proteger o país de ataques vindos do Polo Norte.

Durante os testes, no entanto, alguns mísseis, mesmo com a hipervelocidade e a capacidade de manobra, erraram o alvo em até 40 km.

Há dois tipos de armas hipersônicas. A primeira é um míssil impulsionado por um motor e manobrável. A segunda é um veículo planador.

A China já havia testado uma aeronave hipersônica não tripulada em 2019. Segundo Pequim, o Xingkong-2 ("Céu Estrelado-2"), viajou a 7.344 quilômetros por hora, o seis vezes mais rápido que a velocidade do som. Para se ter um parâmetro, a aeronave seria capaz de dar uma volta completa na linha do Equador em menos de duas horas.

O veículo planador hipersônico (HGV) é uma espaçonave - similar a um ônibus espacial - que é lançada em órbita em um foguete. Em seguida, ele volta à atmosfera e dispara em direção ao seu alvo a mais de cinco vezes a velocidade do som.

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