Chineses com covid são isolados em hospital para fazerem prova de vestibular

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Desde segunda-feira, onze milhões de chineses estão imersos nas provas do "gaokao", que determinam o futuro principalmente dos estudantes de famílias com boas condições e decidem se cursarão ou não a faculdade

Uma sala de um hospital do sul da China foi transformada em sala de aula improvisada para alunos com covid-19, porque as provas de acesso à universidade neste país são fruto de anos de estudo, e perder o exame por culpa do coronavírus é visto como uma tragédia.

Desde segunda-feira, onze milhões de chineses estão imersos nas provas do "gaokao", que determinam o futuro principalmente dos estudantes de famílias com boas condições e decidem se cursarão ou não a faculdade.

A concorrência escolar na China é muito forte e apenas os alunos com notas altas podem acessar as melhores universidades.

Neste ano, a descoberta de um foco de covid-19 na província de Guangdong (sul), fronteira com Hong Kong, acrescentou uma dose extra de desespero para os estudantes da região e suas famílias.

Para limitar os contágios, os vestibulandos da província, na qual vivem mais de 100 milhões de pessoas, têm que respeitar um protocolo rígido, começando pelo uso da máscara, lavagem das mãos e distanciamento entre si, segundo imagens da televisão pública.

Os alunos que estiveram em contato com pessoas infectadas fazem as provas em salas onde as medidas de segurança são ainda maiores.

E quem testou positivo e está confinado faz a prova sozinho em salas de hospital, onde câmeras de segurança os vigiam para garantir que não colem.

A China foi o primeiro país a registrar casos de covid-19 no final de 2019 e desde então conseguiu controlar a doença, embora de vez em quando tenha focos de contaminação.

No ano passado, as provas de vestibular aconteceram em julho, um mês depois da data prevista, devido à pandemia.

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