Com chineses, Trump quer acordo comercial 'correto' para os EUA

(5 de agosto) O presidente americano, Donald Trump, em discurso na Casa Branca

O presidente Donald Trump ainda quer alcançar um acordo comercial com a China, mas deve ser "o correto" para os Estados Unidos - disse o conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, nesta sexta-feira (6).

Há dias, "o presidente não estava satisfeito com os avanços" das conversas com Pequim, disse Kudlow à emissora CNBC.

"O presidente está defendendo a economia americana de muitas práticas comerciais injustas", acrescentou.

Trump anunciou novas tarifas sobre bens chineses na semana passada e, ontem, disse que Pequim manipula sua moeda, o iuane.

Segundo o assessor, porém, o presidente "quer continuar as negociações, quer chegar a um acordo, mas tem que fazer o acordo correto para os Estados Unidos".

Depois das reuniões cara a cara em Xangai na semana passada, os funcionários americanos e chineses vão-se reunir em Washington no mês que vem.

O aprofundamento do conflito convenceu os investidores de que as possibilidades de uma resolução em curto prazo são cada vez mais escassas. Isso se soma às preocupações de que a luta comercial pode estar acentuando a desaceleração da economia mundial.

Desde o ano passado, Estados Unidos e China aplicaram, mutuamente, tarifas punitivas em mais de US$ 360 bilhões no comércio de mercadorias.

Se entrarem em vigor as tarifas punitivas de importação anunciadas por Trump na semana passada, isso significará que todo comércio de bens entre as duas principais economias do mundo estará sujeito a tarifas.