Churrasco ficou 11,8% mais caro em um ano

Barbecue, garden, summer
Aumento no preço da carne e da cerveja encarecem churrasco no Brasil (Getty Image)
  • Picanha do churrasco chegou a ficar 17% mais cara apenas no último ano

  • Apesar do preço, refeição será uma das principais escolhas para o Dia das Mães

  • Cerveja também registrou aumentos no preço nos supermercados

Aquele momento de descontração no dia de folga com a cervejinha na geladeira, musica tocando na caixinha de som e a carne assando na brasa está ficando cada vez mais inviável para os brasileiros.

O clássico churrasco de domingo encareceu ao menos 11,8% nos últimos 12 meses por causa do aumento no valor da carne, conforme dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas.

Estrela da churrasqueira, a picanha foi o corte com o maior aumento, registrando uma alta de 17% no último ano. O filé mignon até caiu 4,3% em abril, mas ficou 27% mais caro em 12 meses. Já a alcatra subiu 14,3% e contra filé 13%.

Para não abrir mão totalmente do ritual de assar algo na grelha, ainda existem algumas opções menos caras, como queijo coalho, pão de alho e aves. O pernil também é uma opção, já que ficou 5% mais barato.

Um levantamento da Associação de Supermercados do Rio (Asserj) aponta que, apesar do consumo de carne bovina ter caído nos últimos três anos, o churrasco ainda será a refeição de Dia das Mães de 43% dos entrevistados.

Cervejinha gelada também pesou no bolso

Na opinião de algumas pessoas, cerveja é um dos itens indispensáveis para um bom churrasco. Conhecida como uma das bebidas alcoólicas mais consumidas do país, a gelada também ficou mais cara.

Segundo o IBGE, o preço da cerveja vendida nos mercados aumentou em média 8,7% no ano passado, enquanto nos bares e restaurantes o aumento foi de 4,8%. Esse foi o maior aumento desde 2015.

Além da inflação e dos aumentos de preços que já ocorriam nos últimos meses, a guerra na Ucrânia também impactou no valor da bebida. Isso porque os dois países envolvidos no conflito representam quase 30% das exportações globais de cevada. A Rússia, por exemplo, é o terceiro maior fornecedor de malte para o Brasil, ficando atrás da Argentina e do Uruguai.

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