Chuva deixa famílias desabrigadas em Osasco, na Grande SP

MATHEUS MOREIRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na frente da unidade Portal D'Oeste do Centro Cultural e Esportivo de Osasco, na Grande São Paulo, Edinalva da Silva Cardoso, 53, procura pela amiga desaparecida. "Onde eu falo sobre pessoa desaparecida?", ela pergunta a um guarda civil. "Lá dentro senhora".

Na manhã desta segunda-feira (10), a amiga, Aline, teria mandado uma mensagem para Edinalva dizendo que seu barraco, no morro do Socó, havia alagado. A casa de Aline fica no local onde houve deslizamento de terra em decorrência das chuvas que atingem a capital paulista e região metropolitana desde domingo (9).

"A gente trabalha na mesma empresa, eu vim procurar ela aqui", disse.

O local está lotado. Pessoas aguardam senhas para serem cadastradas pela Prefeitura de Osasco para conseguirem abrigo e ajuda em meio à crise.

O secretário de assistência social, Cláudio Piteri –que está no local coordenando a ajuda aos cidadãos– disse à reportagem que ainda não há estimativa de número de famílias desabrigadas.

Piteri afirma que após finalizar o cadastro daqueles que estão no centro cultural, as pessoas que não tiverem para onde ir serão levadas para um espaço da prefeitura ainda não definido, mas que provavelmente será uma escola.

"Estamos mobilizados desde a primeira hora da manhã, e como aqui houve uma situação emergencial estamos cadastrando as famílias e tentando entender qual o melhor tipo de atendimento", afirma.

Questionado sobre a situação da amiga de Edinalva, o secretario reiterou que não houve notificação de desaparecidos até o momento.