Chuva em SP suspende aulas, expediente e rodízio de veículos

SÃO PAULO — A chuva que atinge São Paulo desde a noite de domingo e que causou alagamentos em diversos pontos da cidade também interrompeu serviços e suspendeu expedientes em órgãos públicos e aulas em escolas na capital paulista.

Às 7 horas, a Companhia de Engenharia de Tráfego anunciou a suspensão do rodízio de veículos por causa do caos nas principais vias da cidade. De acordo com o Corpo de Bombeiros, há 320 solicitações referentes a enchentes, 36 a desabamentos e 47 sobre quedas de árvores. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) colocou em estado de alerta as subprefeituras de Jaçanã, Ipiranga, Butantã e Perus.

O corpo de um homem de 33 anos, que estava desaparecido desde a noite de de domingo, foi encontrado nesta manhã no piscinão de São Bernardo.

Na manhã desta segunda-feira, a Polícia Federal informou que não haverá atendimento ao público na Superintendência Regional da Polícia Federal na cidade. Quem tinha agendamento para retirada de passaporte poderão retornar à sede da PF na capital até o dia 28 de fevereiro, sem necessidade de reagendar o atendimento.

O Tribunal de Justiça de São Paulo também comunicou que suspendeu o expediente para juízes, servidores, defensores públicos, procuradores e advogados. A decisão atinge todas as unidades da comarca da capital.

"A medida é necessária em razão do caos que chuvas intensas e alagamentos estão causando na cidade", comunicou o TJ.

Duas escolas tradicionais da cidade, os colégios Visconde de Porto Seguro e Santa Cruz anunciaram a suspensão das aulas durante a manhã. O Santa Cruz teve suas dependências alagadas. As escolas técnicas estaduais que ficam na capital também suspenderam as aulas. Na Cidade Universitária, campus da capital da Universidade de São Paulo (USP), também há relatos de alagamentos.

Segundo a Infraero, o Aeroporto de Congonhas opera por instrumentos. Não há relatos de atrasos ou cancelamentos de voos.