Chuva na Baixada Santista: número de mortes chega a 27 e buscas por 22 desaparecidos continuam

Bombeiros buscam vítimas no Morro do Macaco Molhado, no Guarujá

SÃO PAULO — Oficiais do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil continuam em busca de 22 pessoas desaparecidas após a chuva que atingiu a Baixada Santista na madrugada da última terça-feira. De acordo com a última atualização, 27 pessoas morreram - 22 delas apenas na cidade do Guarujá.

Entre os mortos estão dois soldados do Corpo de Bombeiros que trabalhavam no resgate. Três pessoas morreram em Santos e duas no Guarujá. Além disso, o número de desabrigados é de 373 somadas as três cidades.

Nesta quarta-feira, o governador João Doria confirmou o estado de calamidade pública no Guarujá e de emergência em Santos e São Vicente. A situação de anormalidade tinha sido decretada pelas Prefeituras Municipais. Após a homologação do governador, os decretos seguirão para a Defesa Civil Nacional para o devido reconhecimento federal.

Em nota, a Defesa Civil afirmou que já foram disponibilizados 19,5 toneladas de materiais de ajuda humanitária (colchões, cobertores, cestas básicas, água sanitária e água potável).

As chuvas que atingiram a Baixada Santista fazem parte do estabelecimaneto da Zona de Convergência do Atlântico Sul. Segundo o Climatempo, esse fenômeno típico do verão brasileiro constitui na formação de uma extensa faixa de nuvens que cruza o país do Amazonas ao Rio de Janeiro.

De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) as chuvas em 2020 têm ocorrido de forma mais concentrada.

"Tomando como exemplo a cidade de São Paulo, durante o mês de fevereiro, as chuvas ocorreram de forma mais concentrada, com grandes acumulados de chuva em poucas horas, intercalados por períodos sem ou com pouca chuva. Destaque para o dia 10 de fevereiro, em que os acumulados de chuva ultrapassaram os 100 mm em 24 horas", afirmou o CPTEC após questionamento do GLOBO.