Chuva reduz público de evento evangélico na Praia de Copacabana

Uma chuva fraca e insistente acompanhou o festival evangélico Esperança Rio, realizado pela Associação Evangelística Billy Graham, ontem, na Praia de Copacabana. Talvez por isso, a expectativa dos organizadores de reunir 100 mil pessoas não se confirmou. Por volta das 18h, duas horas após o início dos shows, agentes da Polícia Militar estimaram um público de 40 a 50 mil pessoas no local. Os organizadores foram até mais modestos, calculando apenas 10 mil.

O festival, que aconteceu em frente ao Hotel Copacabana Palace, reuniu artistas como Aline Barros, Fernandinho, Theo Rúbia e o rapper gospel KB. Integrantes de aproximadamente 4 mil denominações evangélicas participaram do encontro.

Com uma megaestrutura montada para 100 mil pessoas, o festival ainda tinha, horas após seu início, buracos na área da plateia, com telões e caixas de som voltados a espaços vazios.

Frequentadores se queixaram da ocorrência de furtos. Por volta das 17h, agentes da Polícia Militar que participaram da operação já contavam dez chamados. Segundo policiais, cerca de 600 agentes foram mobilizados para garantir a segurança do evento, em 50 viaturas. Estavam na região agentes do Grupamento Aeromóvel da PM (GAM), do Batalhão de Choque e do Segurança Presente.

As apresentações causaram impacto no trânsito. A Avenida Atlântica foi interditada na altura do local do evento às 17h, dando um nó no tráfego. Os carros estavam sendo desviados para a Rua República do Peru, e o trânsito foi escoado pela Avenida Nossa Senhora de Copacabana.

Com a chegada gradativa do público, as interdições foram tomando mais quarteirões. De acordo com a Guarda Municipal, 80 agentes foram mobilizados em nove viaturas.

O impacto não se restringiu a Copacabana. Todo o trecho entre a Enseada de Botafogo e a Marina da Glória ficou tomado por ônibus de excursão.

As amigas Nilza da Silva, de 55 anos, e Maria das Neves, de 63, vieram de Belford Roxo, na Baixada Fluminense:

— Nossa missão é evangelizar. A Associação veio nos chamar na nossa própria igreja — disse Nilza.

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