Chuvas deixam um morto e mais de 130 cidades em emergência em Minas Gerais

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Com mais uma morte na madrugada desta segunda (9), o número de óbitos por causa das fortes chuvas que atingem Minas Gerais subiu para 18, conforme boletim divulgado pela Defesa Civil.

O total de municípios que decretaram situação de emergência é de 131. Os desabrigados somam 1.935 e, os desalojados, 10.662.

Alerta da Defesa Civil aponta para a possibilidade de mais chuvas em Minas Gerais ao longo da semana, principalmente nas regiões sul e oeste e no Triângulo Mineiro.

A morte desta madrugada ocorreu em Barbacena, na região central do estado. O homem, de 23 anos, morreu depois que sua casa desabou durante as chuvas. Três casas próximas ao local do acidente foram interditadas e os moradores, removidos.

No domingo (8) houve, ainda, o registro de outra morte e de um desaparecimento. O óbito ocorreu em Caratinga, na Zona da Mata, também por desabamento de residência.

Já o desaparecimento ocorreu em Antônio Dias, no Vale do Rio Doce, após a enchente de um córrego que pegou de surpresa uma família que vive na zona rural do município. Três pessoas foram resgatadas, mas um homem de 25 anos desapareceu. Os bombeiros fazem buscas na região.

A cidade histórica de Ouro Preto, na região central do estado, também volta a sofrer com as tempestades neste ano. Um deslizamento de terra no Morro da Forca provocou a interdição do trânsito em vias próximas, na mesma região em que um casarão do século 19 foi destruído no ano passado, após uma queda de barreira. O imóvel estava desocupado devido aos riscos de deslizamentos, e não houve feridos.

Ouro Preto não registra mortes pelas chuvas neste ano. O mesmo ocorre com a capital Belo Horizonte. Na região metropolitana, contudo, foram registradas mortes em Santa Luzia (2) e Vespasiano (1).

Na manhã desta segunda, uma casa em que viviam cinco pessoas desabou em Ribeirão das Neves, na mesma região -não houve feridos. Os moradores ficaram desabrigados (quando o poder público precisa oferecer abrigo), e 11 casas foram foram interditadas no local, deixando 22 pessoas desalojadas (quando há possibilidade de abrigo em casas de familiares, por exemplo).

O município com o maior número de óbitos é Antônio Dias, com quatro mortes.