Chuvas devem ser fortes até domingo em quatro estados e no DF, diz Inmet

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Chuvas fortes deverão atingir São Paulo e Rio de Janeiro até domingo, além de Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma massa de ar úmida e instável deverá causar tempestades principalmente no Norte de São Paulo e nas regiões Serrana e Sul do Rio de Janeiro. Não estão descartadas rajadas de ventos, raios e queda de granizo.

A Climatempo fez alerta de chuva volumosa, com potencial para deslizamento de terra, também no Vale do Paraíba paulista e fluminense, o que inclui a Serra da Mantiqueira. Em Minas Gerais, o risco é maior no Sul e na Zona da Mata e a Defesa Civil do estado alertou para chuvas volumosas nos próximos cinco dias.

Os maiores volumes de chuva devem ocorrer entre esta sexta-feira e sábado, primeiro dia de 2022. Os acumulados de chuva poderão variar entre 70 e 150 mm.

O litoral Norte de São Paulo foi atingido por temporal nesta quinta-feira e o município de Caraguatatuba teve ruas alagadas e carros ficaram debaixo d'água. Algumas pessoas chegaram a usar prancha de stand up para circular. Com a maré alta, a água ficou represada na cidade, sem escoar para o mar.

Três idosos e duas crianças precisaram ser resgatados de um carro que caiu dentro de um córrego em Caraguatatuba. Segundo a Polícia Militar, o automóvel foi encontrado no Córrego Jardim Britânia durante patrulhamento. Os ocupantes pediam socorro, sem condições de sair do veículo. A cidade tem 19 áreas de risco de deslizamento.

Houve queda de barreira na rodovia SP-55, que atingiu um ônibus. Ninguém se feriu. Alagamentos e enxurradas foram registrados também em Ilhabela e Ubatuba.

Segundo a Climatempo, nas 24 horas findas à meia noite de quinta-feira choveu mais da metade da média de chuva normal registrada em todo o mês de dezembro no litoral Norte paulista.

Mesmo com a previsão de tempo ruim, o movimento nas rodovias Imigrantes e Anchieta em direção ao litoral é alto, com congestionamentos. A expectativa da concessionária Ecovias é que entre 420 mil e 650 mil veículos utilizem as estradas em direção ao litoral paulista.

A Rodovia Rio-Santos chegou a ficar interditada ontem, após queda de barreira.

As chuvas são provocadas pela Zona de Convergência do Atlântico Sul, fenômeno que causou enchentes na Bahia e agora atua com mais força nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. A previsão é que a situação na Bahia melhore, com diminuição das chuvas.

Os estragos, porém, foram enormes até agora. O governador Rui Costa (PT), que visita os municípios atingidos, estima serem necessários cerca de R$ 2 bilhões em investimentos para reconstruir casas e estradas estaduais e federais. Ele espera iniciar a reconstrução de casas em janeiro. Dos 163 municípios afetados, 151 decretaram situação de emergência.

Pelo menos 25 municípios seguem tendo barragens monitoradas, devido ao risco de rompimento. O volume de chuvas no estado foi o maior em 32 anos e as cidades cortadas por rios foram as mais atingidas, devido à cheia que provocou enchentes.

Segundo os últimos dados da Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec), atualizados na tarde desta quinta-feira, 25 pessoas morreram e 517 ficaram feridas devido às enchentes no estado. A última morte ocorreu em Ilhéus, onde um homem morreu afogado — o município registra três mortes até agora.

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