Chuvas intensas deixam dez mortos em Minas Gerais

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Moradores caminham pela enchente carregando seus pertences em Juatuba, Minas Gerais, em 10 de janeiro de 2022, após chuvas intensas na região (AFP/Douglas MAGNO) (Douglas MAGNO)

As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais afetaram milhares e causaram a morte de dez pessoas entre domingo e segunda-feira, segundo um relatório oficial revelado nesta terça (11), que alerta para mais chuvas intensas na região.

As mortes, incluindo a de uma menina de 11 anos, foram registradas nos municípios de Brumadinho, São Gonçalo do Rio Abaixo, Ervália e Caratinga, como consequências de chuvas, deslizamentos e inundações, informou a Defesa Civil em um boletim.

Desde o início da estação chuvosa, em outubro, 19 pessoas morreram no estado, além das 10 que faleceram no fim de semana em Capitólio com o desabamento de um paredão no Lago de Furnas, que é frequentado por turistas em lanchas.

De acordo com o balanço, 17.237 pessoas tiveram que deixar suas casas ou precisam de abrigo devido às chuvas.

"Os janeiros têm sido muito difíceis para Minais Gerais, em função da quantidade de chuva e sobretudo da concentração de chuva num espaço pequeno de tempo", disse o vice-governador Paulo Brant em vídeo postado no Instagram.

“Não devemos maldizer a chuva, nem culpar a natureza. Em grande medida, os efeitos da chuva ocorrem por equívocos do passado em função de expansão desordenada de cidades, assoreamentos de rios, poluição de rios”, acrescentou.

Por causa do mau tempo, 145 dos 853 municípios de Minas Gerais estão em estado de emergência, segundo a Defesa Civil.

Em Juatuba, cidade de 26 mil habitantes a 50 quilômetros da capital Belo Horizonte, a água inundou a casa de Daniel Valeriano de Oliveira durante a madrugada de domingo.

“A altura da água na minha casa chegou na minha cintura, perdemos tudo. Meus filhos e minha esposa saíram de barco de dentro de casa”, contou à AFP o operador logístico.

A Defesa Civil do estado alertou que para esta terça-feira “há condições de chuva moderada a forte que podem vir acompanhadas de descargas elétricas”.

Especialistas atribuem a emergência à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), um fenômeno típico de verão que todo ano provoca chuvas intensas na área, além de La Niña e da crise climática.

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